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AppleTV e iPhone provocarão mudanças na tecnologia, diz CFO da Apple

Peter Oppenheimer apela para o corporativismo, mas se nega a comentar previsões de venda do celular e falar sobre acusação de fraude

Por Robert Mullins, para o IDG Now!*

07/03/2007 às 14h34

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Peter Oppenheimer apela para o corporativismo, mas se nega a comentar previsões de venda do celular e falar sobre acusação de fraude

Conversas sobre o iPhone e o AppleTV, da Apple, dominaram as discussões com o chief financial officer da companhia durante uma conferência para investidores em São Francisco nesta terça-feira (05/03).

Presente no evento Morgan Stanley Technology Conference, Peter Oppenheimer se negou a dar previsões de vendas para os novos produtos, mas antecipou que serão fortes.

"O AppleTV mudará a maneira como as pessoas compram conteúdo digital", afirmou Oppenheimer sobre o aparelho de 299 dólares, programado para o fim do mês, que fará a ligação entre o computador e a televisão com seu disco rígido interno e seu suporte a redes sem fio.

No entanto, a utilidade do AppleTV pode estar ligada à quantidade de vídeos disponíveis no iTunes. Atualmente, disse ele, 400 f ilmes e 350 programas de TV estão disponíveis para download, com previsão de aumento na biblioteca.

Ele afirmou que a Apple recentemente chegou a acordo com os estúdios Paramount e Lion´s Gate Entertainment para vender downloads e seus filmes no iTunes.

O tão antecipado Apple iPhone deverá chegar ao mercado em junho. O iPhone, introduzido por Steve Jobs na MacWorld de janeiro, conta com uma inovadora interface sensível a toque que combina telefone, iPod e acesso à internet.

O aparelho custará entre 499 reais e 599 reais e terá contrato de dois anos com a Cingular Wireless, divisão móvel da AT&T.

Ele se negou a comentar especificamente um relatório da Morgan Stanley que afirma que o iPhone deverá vender cerca de 8 milhões de unidades em 2007, aumento em relação às 6 milhões projetadas anteriormente.

"Metade da demanda virá do mercado tradicional de smartphones e metade da base de Apple", afirma o estudo.

"Mesmo que a Apple seja nova no mercado de telefonia, acreditamos que nossa fatia crescerá muito rápido", rebateu ele, sem apontar números.

No seu mais recente balanço trimestral, a Apple registrou lucro de 1 bilhão de dólares, ou 1,14 dólar por ação, sobre faturamento de 7,1 bilhões de dólares nos três meses terminados em 30 de dezembro.

Analistas esperam que a Apple ganhe 62 centavos de dólar por ação ou 5,16 bilhões de dólares no atual trimestre, de acordo com previsões produzidas pela Thomson Financial.

Em uma conversa de 40 minutos, Oppenheimer não discutiu o escândalo de opções de ações que abateu a Apple.

A Comissão de Comércio e Ações dos Estados Unidos e o Escritório da Promotoria de São Francisco estão investigando se a Apple atrasou dados de ações intencionalmente. Nenhuma acusação ainda foi formalizada.

*Robert Mullins é editor do IDG News Service, em São Francisco.

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