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Professor detalha prévias para conclusão das normas de TV Digital

Guido Lemos, que integra a câmara executiva do Fórum Nacional de TV Digital, diz que em até um mês documento estará concluído

Por Luiza Dalmazo, especial para o Computerworld

07/03/2007 às 14h18

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Guido Lemos, que integra a câmara executiva do Fórum Nacional de TV Digital, diz que em até um mês documento estará concluído

Vários textos estão prontos e o documento que reúne as seis normas das padronizações de TV Digital deverá ser concluído e entregue à sociedade em no máximo um mês, segundo Guido Lemos, que integra a câmara executiva do Fórum Nacional de TV Digital, que se reúne semanalmente.

“A maioria dos textos estão escritos e estão em aberto ou em discussão apenas alguns pontos de cada norma que geram mais polêmica ou que precisa de alguns acertos”, afirma.

De acordo com Lemos, em relação à norma um, que se refere à transmissão, só falta definir a questão do deslocamento do sinal, porque lá no Japão eles usam broadcast de áudio e no Brasil isso não é necessário. “O Mackenzie está fazendo pesquisas e vendo se é possível fazer adaptações para o mercado local”, resume.

A norma dois, que trata dos padrões de áudio e vídeo, está metade pronta, mas ainda têm algumas questões em aberto. O item três se refere à multiplexação, que segundo Lemos é um termo complicado para “mistura” das funções de áudio e vídeo que serão definidas no padrão dois.

“Alguns bits carregam metadados e isso também precisa ser padronizado. Já está bem adiantado, mas também faltam pequenos detalhes, porque na parte da transmissão não pode comprar o transmissor direto dos japoneses, precisa de adaptações, o que abre espaço para aperfeiçoamentos que pode ser feito por brasileiros”, garante, acrescentando que essa era uma discussão basicamente filosófica.

Em quarto lugar está a norma que especifica o terminal mínimo e afeta os fabricantes. “É preciso definir os componentes mínimos. O que a indústria quer colocar a mais, não importa, mas o mínimo precisa ser padronizado para a produção em massa”, diz.

A norma cinco corresponde aos itens se segurança e a seis, segundo Lemos, se refere ao middleware. “A questão da codificação de dados foi aprovada por unanimidade, mas ainda restam alguns elementos que não devem afetar tanto a especificação do texto que foi esboçado”.

O profissional explica ainda que cada norma tem um grupo de debate e um coordenador responsável por escrever o texto da norma. “Além disso, há uma missão no Japão que também está fazendo negociações e definindo trabalhos conjuntos”, revela.

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