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Brasil participa com quatro times na copa do mundo de programação

A 31ª edição, que ocorre de 11 a 15 de março, em Tóquio, terá como representantes brasileiros alunos da PUC-Rio, IME-USP, ITA e UFRJ

Por Redação do IDG Now!*

08/03/2007 às 15h53

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A 31ª edição, que ocorre de 11 a 15 de março, em Tóquio, terá como representantes brasileiros alunos da PUC-Rio, IME-USP, ITA e UFRJ

As expectativas são otimistas. Afinal, é a primeira vez na história do International Collegiate Programming Contest (ICPC) que o Brasil chega para participar com quatro equipes. A competição de programação de computadores, organizada pela Association for Computing Machinery (ACM), dos Estados Unidos, é realizada desde a década de 1970 em diferentes países.

A 31ª edição, que ocorre de 11 a 15 de março, em Tóquio, no Japão, terá como representantes brasileiros alunos da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP), do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Cada time é composto por três estudantes de cursos de graduação em ciência da computação.

A melhor colocação de uma equipe brasileira na competição foi conquistada em 2006, durante a 30ª edição realizada em San Antonio, nos Estados Unidos. A equipe do ITA ficou em 13º lugar, primeira entre as instituições latino-americanas. Os brasileiros participam desde 1996.

“Nossas equipes estão muito bem preparadas e estamos confiantes de que poderemos ficar entre os dez melhores do mundo”, disse Carlos Eduardo Ferreira, professor do Departamento de Ciência da Computação da USP e coordenador da participação brasileira na ICPC, à Agência FAPESP. Os brasileiros concorrerão com alunos de outros 81 times de universidades de 30 países.

Segundo Ferreira, a participação de quatro equipes na competição mundial mostra que o intenso treinamento dos times tem trazido resultados positivos. Os alunos brasileiros foram classificados por meio da Maratona de Programação, promovida pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC) com apoio da Fundação Carlos Chagas.

A maratona brasileira ocorre todos os anos, em duas fases. A primeira, no mês de setembro, é distribuída em instituições de ensino superior de todo o país. A segunda, em novembro, reúne os melhores grupos da primeira fase. Em 2006, participaram 174 equipes na primeira fase e 43 na segunda.

“É nítida a evolução dos alunos ocorrida nos últimos anos. Estamos conseguindo tornar essa área do conhecimento mais atrativa por meio desse tipo de competição e, conseqüentemente, formar profissionais mais capacitados. Só para efeito de comparação, em 2005, mais de dois terços das equipes que participaram da primeira fase da Maratona de Programação não conseguiram acertar nenhum problema proposto. Em 2006, esse índice caiu para menos de um terço”, disse o professor do IME-USP.

Os quatro times que se classificaram para as finais mundiais no Japão são formados por Daniel Fleischman, Fábio Dias Moreira e Roberto Cavalcante (PUC-RJ), Leonardo Facci, Guilherme Silveira e Fabricio Benevides (IME-USP), Anderson Aiziro, Felipe Souza e Rafael Daigo Hirama (ITA) e Debora Silva, Vinícius Santos e Vitor De Mario (UFRJ).

A International Collegiate Programming Contest tem como objetivo estimular a criatividade, a capacidade de trabalho em equipe, a busca por novas soluções de software e a habilidade de resolver problemas sob pressão. Os times recebem problemas que devem ser resolvidos em um período de até cinco horas. Vence quem resolver a maior quantidade de desafios propostos. Mais informações no site.

*Com informações da Agência Fapesp.

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