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Google tornará registros de buscas anônimos após um período

Nova política determina que a empresa vai tornar seus registros sobre buscas dos usuários anônimas após 18 a 24 meses

Por Stephen Lawson, para o IDG Now!*

15/03/2007 às 16h04

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Nova política determina que a empresa vai tornar seus registros sobre buscas dos usuários anônimas após 18 a 24 meses

O Google vai começara a tornar seus registros sobre buscas dos usuários anônimas após 18 a 24 meses, de acordo com uma política divulgada na quarta-feira (14/03).

Até então, a principal companhia de buscas mantinha o registro de cada consulta indefinidamente, com os indicadores que permitiriam associá-la a um computador específico.

A nova política, que será implementada no próximo ano, é voltada a proteger melhor a privacidade dos usuários, escreveram dois executivos no blog do Google, na quarta-feira.

Advogados da privacidade levantaram alertas a respeito de provedores de internet e outras empresas da web manterem informações sobre as atividades dos usuários porque esses dados pode ser requisitado legalmente por autoridades legais, ser perdido ou cair nas mãos de um hacker.

Pela nova política, a menos que seja solicitado ao Google manter os registros por mais tempo, os logs – como são conhecidos no jargão técnico - serão tornados anônimos após 18 a 24 meses para que não possam mais ser ligados a um indivíduo.

O post foi escrito por Peter Fleischer, advogado sobre privacidade do Google na Europa, e Nicole Wong, principal advogada da companhia. Os engenheiros estão definindo os detalhes técnicos, disseram eles.

O Google mantém os registros nos servidores para melhorar os serviços e protegê-los de abusos e ameaças de segurança, diz a empresa. Cada log inclui a consulta, o endereço IP (Internet Protocol) e detelhes de cookie.

A empresa d e Mountain View, Califórnia, tomou a decisão por motivação própria, após conversar com importantes autoridades da privacidade na Europa e nos Estados Unidos, diz o blog. Leis de preservação de dados podem forçar a companhia a guardar os registros por mais tempo.

Kevin Bankston, membro da Electronic Frontier Foundation, órgão de defesa da privacidade digital, comemorou a decisão e afirmaram que gostaria de ver a política estendida a outros produtos, como Gmail, Google Calendar e Google Maps.

Outras grandes companhias, como Yahoo e Microsoft não revelaram tanto sobre sua estratégia de manutenção de registros, reconheceu ele. Mas para o ativista, remover o registro de IP totalmente ou reduzir o tempo para manutenção seria ainda melhor.

No ano passado, a AOL publicou em seu site  20 milhões de registros de busca de cerca de 658 mil associados – cada um deles identificado por um número. O episódio gerou um escândalo, que culminou em demissões e processos de usuários pedindo que a empresa parasse de manter registros.

*Stephen Lawson é editor do IDG News Service, em São Francisco.

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