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Viva a compatibilidade

A adoção de padrões para os equipamentos e acessórios garante a longevidade dos produtos

Por Stephen Manes, PC World EUA

16/03/2007 às 12h13

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A adoção de padrões para os equipamentos e acessórios garante a longevidade dos produtos

Manes 120Durante uma limpeza geral em minha casa há algumas semanas, redescobri meu amado TRS-80 Model 100, o meu primeiro notebook.

Com seus 32 KB (sem erro de digitação), custava cerca de mil dólares nos idos de 1983. Mas seria a memória dele tão boa quanto a minha? Coloquei quatro baterias AA novas e apertei o Power On.

Glória! Ele funcionou instantaneamente. Curvei-me em sinal de gratidão ao deus dos padrões, aquele que especifica o uso de baterias encontradas em qualquer farmácia, em vez daquelas baterias proprietárias recarregáveis.

Então voltei à realidade. Um dia antes, no frenesi de uma limpeza geral dos meus velhos cabos, joguei fora um fio do Model 100 – o que fez com que sua única conexão com o mundo exterior, um incrível modem de 300 bps (sem erro de digitação aqui, também), se tornasse inútil. E esse era um cabo que sabia que não encontraria assim por aí.

Mas dentro do manual, cuidadosamente colocado dentro de um estojo de plástico, estavam
um diagrama e descrições completas dos conectores do cabo: o familiar fone RJ-11 numa ponta e o grande plug DIN de oito pinos na outra. Com uma solda e um pouco de talento, é possível montar um cabo desses. Ou até comprar um na internet , por cerca de 5 dólares.

Padrões podem ser a salvação. Em uma viagem recente à Espanha, descobri que meu novo sistema defazer malas para viagens aéreas (que exclui itens como líquido, gel ou aerossol, por questões de segurança) de alguma forma eliminou não somente o meu carregador AC (obviamente sólido) para a tomada não padronizada do meu Palm Treo 600,
mas também o cabo de recarga. O padrão vitorioso daquele dia estava na parte de dentro: o universal cartão SIM, no meu Treo GSM.

Uma vez comprei um telefone barato e continuei com o SIM, que deu ao novo aparelho o meu número. Verdade que, para usá-lo com o intuito de acessar dados, era preciso ligar para um serviço de atendimento ao cliente – mas salvou-me, quando o pessoal em casa precisou me encontrar. Simples, eficaz, intercambiável.

Mas, logo que você pensa que resolveu os problemas com os padrões, aparece algo e estraga tudo. Durante essa viagem à Espanha, um serviço Wi-Fi do hotel simplesmente não funcionou em meu notebook. O computador podia enxergar a rede sem fi o e me permitia entrar com a senha que o hotel me ofereceu. Mas a conexão falhava, e logo
eu retornava à lista de redes sem fio da região.

Após uma considerável discussão com um atendente, descobri o problema sozinho. O roteador sem fi o do hotel habilmente utilizava o padrão de criptografia WPA – a nova e melhor alternativa ao padrão de criptografi a WEP, que é mais comum (quando há criptografia) em hot spots. Mas meu notebook é muito antigo para conhecer WPA. Não somente a conexão falhou como ele também não informava o que estava errado (aposto que o Windows ajudaria se o seu serviço de rede sem fio tivesse sido melhor projetado).

Conforme os novos padrões suplantam os antigos, descobrir onde e como encaixar seus gadgets no esquema correto pode ser frustrante.

Um aparelho USB 1.1 talvez cause os transtornos de praxe no Windows, quando for plugado numa porta USB 2.0 – mas pelo menos ele vai entrar em ação. Talvez eu compre um desses cabos de 5 dólares para ver se o modem de 300 bps ainda funciona.

* Stephen Manes é editor da PC World EUA e apresenta o programa Digital Duo

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