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Histórias de horror em TI: casos que só Deus explica

Embora a TI seja apontada como culpada por diversas catástrofes que acontecem nas empresas, existem casos em que a tese não é verdade. Leia a lista

Por CIO Magazine

19/03/2007 às 11h34

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Embora a TI seja apontada como culpada por diversas catástrofes que acontecem nas empresas, existem casos em que a tese não é verdade. Leia a lista

Embora a culpa de boa parte das catástrofes de tecnologia seja atribuída ao próprio departamento de TI, a história mostra que a tese nem sempre é verdadeira.Confira na terceira reportagem da série "Horrores da TI" - criada pela CIO Magazine e reproduzida pelo COMPUTERWORLD - como existem ações externas que podem desestabilizar – e bem – toda a estrutura criada durante anos.

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E o furacão levou...
Abrigos arrebentados por causa do vento, casas destelhadas, veículos inundados, animais de estimação ensopados e pessoas em estado miserável. O público costuma atribuir tais cenas ao Furacão Katrina e a sua irmã Rita, que varreram os Estados Unidos no verão de 2005.

Escondida de tudo isso ficou a TI, que desempenhou papéis significativos tanto no colapso quanto na recuperação. No mundo conectado, os sistemas de TI caem como dominós. Executivos das organizações baseadas na Costa do Golfo deram inúmeras declarações sobre como lidaram com o furacão do século e como conseguiram sustentar as operações.

"A coisa mais importante que nós aprendemos é que não importa quão bons são seus planos. Acontecem coisas que você realmente não pode prever. O que realmente salvou a pátria foi aquilo que classifico como 'improvisação agressiva'. Isso significa que as pessoas podem olhar para um problema e fazer o que precisarem para resolvê-los." - Tom Oreck, CEO e presidente da varejista Oreck que tem duas bases na Costa do Golfo.

Fantasmas regulatórios
Sarbanes-Oxley. Novas regulamentações para supply chain. Mais mandados de privacidade. Auditorias de TI. Francamente: bom senso ou um monstro Frankenstein? A visão depende de que lado da compliance você e seus negócios estão. Ou você está lidando com essas regulamentações ou está xingando os criadores.

Os novos regulamentos não quiseram simplesmente manter você acompanhando todos os debates e perdendo noites de sono, mas no final, você sabe que geralmente é o CIO e seus funcionários que estão com o pescoço em risco quando a auditoria aparece novamente, inevitável como a lua cheia. Mas é nesse momento que alguns centros de apoio aos CIOs aparecem como a salvação. E com isso, os fantasmas vão embora.

"As coisas mais importantes que um CIO pode fazer com auditores internos e externos é estar envolvido, ter suporte, ser aberto e honesto em todas as situações. Uma visão independente de um sistema, um processo ou controle podem apenas ajudar os CIOs a serem mais apoiadores de suas companhias." - Lisa Harris, vice-presidente sênior e CIO da Gevity, consultoria de recursos humanos e outsourcing.

Tudo escuro
14 de agosto de 2003. 16h12. Em questão de segundos é registrado o maior incidente de falta de energia elétrica da história dos Estados Unidos, deixando às escuras a área entre Detroit e Nova York - além de parte do Canadá. Cerca de 50 milhões de pessoas ficaram sem energia elétrica, mas o mundo continuou a rodar.

Companhias precisaram acessar seus data centers. Funcionários precisavam atingir seus gerentes, colegas e familiares. Moradores nervosos corriam nas ruas escuras em busca de um caixa eletrônico para guardar dinheiro. Executivos de TI trataram logo de encontrar uma nova perspectiva sobre seus planos de continuidade de negócios. Os mais espertos estavam prontos. Os menos sortudos foram deixados no escuro.

"Fizemos uma toneladas de procedimentos durante as preparações do bug do milênio e quando acordei em 1º de janeiro de 2000, pensei: cara, que perda de tempo foi este exercício. Agora, depois do blecaute, o treinamento veio muito a calhar", diz Jim Simmons, então CEO da SunGard Availability Services.

O dia do terror
A articulação e a realidade cruel dos ataques ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos aterrorizaram pessoas ao redor do globo. Milhares ficaram em choque. Outras tantas ficaram sem emprego. Quando os terroristas embarcaram nos aviões naquele dia, a intenção não era simplesmente matar pessoas e destruir prédios: o atentado era contra a economia norte-americana.

Em nenhum lugar do mundo a TI foi mais afetada do que no distrito financeiro de Nova York, especificamente em Wall Street. Executivo da American Express, Lehman Brothers e Merrill Lynch informa que as lições aprendidas sobre recuperação de desastres foram muito úteis para a situação.

"Trabalhei com um CIO durante um longo período que costumava a dizer: você perde um data center inteiro a cada 10 mil anos, o que justificava sua estratégia de não ter planos de recuperação de desastres. Isso, por sua vez, se tornou estúpido. É necessário admitir que é provável de acontecer agora", diz Glen Salow, CIO da American Express.

O desmaio dos bipes
O Galaxy 4 girava sem controle. Era 19 de maio de 1998 e muitos consideraram que aquela era a maior falha digital da história: o satélite Galaxy 4 de telecomunicações - que hospedava serviços de pager, redes de televisão e aplicações de serviços financeiros – havia pirado. Um fluxo intenso de elétrons pode ter causado a falha nos sistemas de controle de altitude e em seus backups, o que prejudicou o funcionamento.

O problema levou ao chão CIOs e profissionais de TI que dependiam de bipes e serviços similares de comunicação instantânea. Dessa forma, 45 milhões de pagers ficaram sem funcionar, e não puderam encontrar capacidades em outros satélites.

"Temos o melhor sistema de comunicações no mundo até ele ter um soluço e nós percebermos como somos dependentes." - Jeffrey Kagan, então presidente da Kagan Telecomm Associates de Atlanta, consultoria em comunicações.

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