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IBGE aponta que 79% dos brasileiros nunca acessaram a internet

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios aponta elitização no público que acessa web, mais jovem e rico que os que não têm hábito

Por Redação do IDG Now!

23/03/2007 às 15h31

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Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios aponta elitização no público que acessa web, mais jovem e rico que os que não têm hábito

Estudo divulgado nesta sexta-feira (23/03) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que 32,1 milhões de brasileiros acessaram a internet em 2005, o que significa que 79% da população nunca acessou a rede.

Parte da pesquisa "Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios" (PNAD) de 2005, os dados indicam ainda que usuários que não usam a internet são mais velhos, têm menos estudo e ganham menos que os acostumados a usar a web em casa ou no trabalho.

Segundo a pesquisa, o internauta médio brasileiro tem 28 anos, sendo 10 passados como estudante, e apresenta ganho médio de mil reais per capita, enquanto o brasileiro sem acesso ultrapassa os 37 anos, com apenas 5 anos de estudo, e recebe média de 333 reais.

Entre os motivos listados pela falta de hábito em acessar a internet, foram citados o alto preço do computador (37,2%), a falta de necessidade ou desejo (20,9%) e a falta de instrução (20,5%).

A relação entre educação e acesso à internet fica ainda mais evidente na comparação de acesso à rede entre brasileiros que estudaram e não: enquanto 76,2% dos que estudaram 15 anos ou mais usam a rede, apenas 2,5% dos que tiveram até quatro anos de educação tiveram o mesmo privilégio.

O meio de acesso doméstico também reflete a condição socioeconômica brasileira, com acessos por modem (52,1%) mais populares que os feitos por banda larga (41,2%).

A utilização da internet no país se mostrou também uma tendência esmagadoramente jovem, com a taxa de uso aumentando sensivelmente à medida que a faixa etária diminuía.

Do grupo de internautas entre 15 e 17 anos, 33,3% do total já haviam usado a rede, enquanto a taxa caiu para 7,3% entre brasileiros com mais de 50 anos.

A separação entre sexos pendeu para o lado masculino, com 22% dos homens revelando já ter acesso à rede, enquanto o porcentual feminino ficou em 20,1%.

Geograficamente, as regiões Sudeste (26,3%), Sul (25,6%) e Centro-Oeste (23,4%) apresentam taxas de uso de internet que dobram os números de Nordeste (11,9%) e Norte (12%).

Mesmo que federações maiores, como São Paulo (29,9%) e Santa Catarina (29,4%) tenham ultrapassado a média nacional, foi o Distrito Federal que registrou o maior uso de internet, com 44% de sua população com acesso à rede.

Como computa dados de 2005, o PNAD não registra mudanças na população online brasileira de programas de inclusão digital, como o Computador para Todos, o Governo Federal, ou a popularização da banda larga, que cresceu 40% no número de pontos durante 2006, segundo a Cisco.

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