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IBM anuncia chipset óptico que oferece downloads instantâneos

Com o componente, um filme que leva hoje 30 minutos para ser baixado, leverá um segundo. Tecnologia chega ao público em 2010

Por Ben Ames, para o IDG Now!*

26/03/2007 às 16h01

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Com o componente, um filme que leva hoje 30 minutos para ser baixado, leverá um segundo. Tecnologia chega ao público em 2010

Pesquisadores da IBM apresentaram nesta segunda-feira (26/03) um protótipo de chipset de transceiver óptico que permitirá que pessoas baixem filmes ou compartilhem dados pela internet com velocidade oito vezes maior que as atuais tecnologias permitem.

Transceiver é um dispositivo que recebe e envia dados por meio de ondas sem fio.

O chipset pode transportar dados a 160 Gbps (gigabits por segundo) ao representar informações de acordo com pulsos de luz em vez de elétrons, e poderia ser usado tanto para aplicações corporativas quanto pessoais em 2010, disse a IBM.

A procura de consumidores por mídias digitais como filmes, músicas e fotos causou uma explosão do volume de transmissão de dados na internet, e reforçou a necessidade de maior banda e conectividade, disse T. C. Chen, vice-presidente de ciência e tecnologia da IBM Research, em uma declaração.

A IBM diz que pode suprir essa demanda, construindo o novo chipset com um transceiver óptico com a tecnologia do padrão CMOS (semicondutor de metal óxido complementar, na sigla em inglês), e combinando-o com componentes ópticos de materiais exóticos como o arsenieto de gálio e um composto a base de fósforo. O pacote final tem dimensões de 3,25 por 5,25 milímetros, pequeno o suficiente para ser integrado em uma placa de circuito.

Apesar dessas tecnologias já existirem, provavelmente levará pelo menos três anos para que fornecedores possam produzir componentes em escala para que a IBM coloque os transceivers ópticos para sua linha de produtos.

Quando isso finalmente acontecer, o componente poderá ter um impacto imediato nas aplicações de informática nas comunicações e entretenimento. Um PC com essa placa poderia reduzir o tempo de download de um filme de alta definição de 30 minutos para um segundo, disse a companhia.

A demanda por largura de banda também levou outros fabricantes de chips a explorar circuitos ópticos. Em setembro, pesqusiadores da Intel e da Universidade da Califórnia em Santa Barbara disseram que haviam descoberto como produzir chips a laser de baixo custo, capazes de transmitir dados mais rapidamente que interconexões de fio de cobre padrão.

Isso poderia ajudar a eliminar a lentidão de alimentar com dados processadores que estão se tornando cada vez mais rápidos segundo a Lei de Moore, disseram. Em dezembro, a IBM disse que havia encontrado uma maneira de desacelerar fótons apressados, permitindo que armazenem dados em forma de luz, e não eletricidade.

A IBM desenvolveu seu trabalho baseada na Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA), do Departamento de Defesa dos EUA. Pesquisadores apresentarão detalhes do projeto em 29 de março, na Conferência de Fibra Óptica em Anaheim, Califórnia. O nome completo do chipset é “160Gb/s, 16-channel, full-duplex, single-chip CMOS optical transceiver”.

*Ben Ames é repórter do IDG News Service, em Boston.

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