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Brasil precisa de lei para lixo eletrônico, diz especialista

Engenheiro químico afirma que nada será feito com o chamado e-lixo enquanto não houver uma legislação específica para isso

Por Redação da Computerworld*

27/03/2007 às 10h50

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Engenheiro químico afirma que nada será feito com o chamado e-lixo enquanto não houver uma legislação específica para isso

É preciso que se aprove uma legislação específica para o processo de tratamento e reciclagem de lixo eletrônico no Brasil, afirmou o engenheiro químico Jochen Schöner. Durante palestra realizada em Curutiba (PR), o consultor alemão disse que a reciclagem de lixo eletrônico, ou e-lixo, só será realizada no País se houver uma lei para regulamentá-la.

De acordo com Schöner, a conscientização ambiental relacionada ao e-lixo nos países latino-americanos, africanos e asiáticos é pequena em comparação com a Europa e os Estados Unidos. Para ele, nesses países não há números macros, apenas parciais sobre sucata eletrônica. Na China, Índia e América Latina é desconhecida a quantidade de lixo eletrônico existente.

O engenheiro disse que, por enquanto, a Convenção de Basiléia, de 1989, é a única regulamentação internacional a respeito do lixo eletrônico. Criada por representantes governamentais, ONGs e indústrias de cerca de 120 países, entre eles o Brasil, sua proposta é proibir o movimento de resíduos perigosos entre as fronteiras dos países participantes.

Segundo um estudo da Universidade das Nações Unidas, fornos de microondas, baterias, copiadoras e outros produtos descartados podem liberar substâncias tóxicas caso sejam incinerados. O estudo aponta que os aparelhos mais antigos contêm produtos químicos nocivos como mercúrio e cádmio.

Alguns produtos contêm metais valiosos como ouro, platina e índio, usado em telas de cristal líquido, e o rutênio, usado em resistores. As sucatas elétricas e eletrônicas estão entre os lixos de mais alto crescimento no mundo. Em breve devem chegar a 40 milhões de toneladas anuais, o suficiente para encher uma fileira de caminhões que se estenderia por metade do planeta.

O profissional alemão esteve no Centro Integrado dos Empresários e Trabalhadores das Indústrias do Estado do Paraná (Cietep) em visita que resultou de uma parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Paraná (SENAI/PR) e o estado alemão de Baden-Württemberg, com o apoio da Universidade da Indústria (Unindus) e Câmara de Comércio Brasil-Alemanha.

*Com informações da Agência CNI.

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