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Hacker que invadiu PCs dos EUA em busca de OVNIs perde na justiça

Gary MgKinnon ainda pode recorrer no Reuno Unido; se extraditado aos EUA e condenado, pode pegar pena de 60 anos de prisão

Por Jeremy Kirk, para o IDG Now!*

03/04/2007 às 11h43

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Gary MgKinnon ainda pode recorrer no Reuno Unido; se extraditado aos EUA e condenado, pode pegar pena de 60 anos de prisão

Um hacker britânico que invadiu computadores militares dos EUA em busca de provas de OVNIs (objetos voadores não identificados) perdeu mais um apelo da ordem de extradição nesta terça-feira (03/04) na Corte Suprema de Londres.

Gary MgKinnon, de Londres, está livre sob fiança e pode apelas da decisão à Casa de Lordes, segundo um porta-voz da Corte Suprema.

O britânico é acusado de acessar e apagar informações de 97 computadores do exército dos EUA e da Nasa entre fevereiro de 2001 e março de 2002. As invações partiram de Londres. Ele foi acusado na Corte Distrital dos EUA pelo Distrito Ocidental de Virgínia que quer que o governo britânico o extradite aos EUA para que lá seja julgado. Ele pode enfrentar 60 anos de prisão.

McKinnon desafiou uma ordem inicial de extradição dos EUA em maio de 2006. Seu advogado combateu a ordem baseada na premissa de que ele poderia ser considerado um “combatente inimigo”, termo criado para designar suspeitos de terrorismo. O Secretário do Interior, John Reid, aprovou a ordem de expedição, mas McKinnon apelou novamente.

Ele admite voluntariamente ter invadido os computadores, mas diz que nunca causou nenhum dano a eles. Oficiais norte-americanos, no entanto, dizem que a investigação do caso causou prejuízo de 700 mil dólares, além da necessidade de desligar computadores críticos usados pelo exército após os ataques terroristas de 11 de setembro.

O pacato McKinnon disse que ele programou suas invasões para horários em que não houvesse ninguém trabalhando nos escritórios dos EUA. Em uma ocasião, porém, ele calculou errado as zonas de horário e alguém que usava um computador invadido percebeu movimentos próprios na tela da máquina.

McKinnon usou um programa chamado “RemotelyAnywhere” (remotamente em qualquer lugar, em português) para controlar os PCs. Muitos deles eram ativados com suas senhas padrão, o que os facilitava a invasão, disse ele, que discursou em uma conferência de segurança em Londres, no ano passado, enquanto seu apelo estava em andamento. McKinnon não foi encontrado para comentar.

*Jeremy Kirk é repórter do IDG News Service, em Londres.

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