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Associação das gravadoras diz que proteção anticópias é ineficiente

No Brasil, órgão que representa gravadoras de todo o mundo muda postura e admite fracasso da tecnologia DRM em conter cópias

Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!

11/04/2007 às 19h03

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No Brasil, órgão que representa gravadoras de todo o mundo muda postura e admite fracasso da tecnologia DRM em conter cópias

A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (do inglês, IFPI) mudou sua postura quanto ao sistema de proteção anticópias (DRM, da sigla em inglês).

Antes considerado a salvação da indústria de música digital, a tecnologia de controle de cópias agora é taxada como ineficiente pelo órgão que representa as gravadoras.

"O DRM não impede a pirataria e todos sabemos disto. Já há pesquisas que comprovam que, mesmo com canções com DRM, a pirataria de arquivos digitais continua gigantesca", assumiu Raul Vazquez, diretor regional da IFPI, em entrevista ao IDG Now!.

A organização usou as críticas ao sistema de proteção de cópias, presente atualmente em todas as canções digitais vendidas legalmente no Brasil, para justificar sua postura frente ao anúncio feito em conjunto pela Apple e pela gravadora EMI na última semana.

Na ocasião, a gravadora, uma das quatro maiores do mundo, afirmou que começaria a vender canções sem controle na loja iTunes, da Apple, em evento que contou com seu fundador e CEO, Steve Jobs.

Neste semana, foi a vez da Microsoft assumir postura similar e anunciar que deve também começar a vender as canções sem proteções em sua loja Zune MarketPlace.

A declaração vai de encontro à postura assumida pela IFPI nos últimos anos de enaltecer o DRM como um dos responsáveis pelo constante crescimento que o setor de música digital enfrentou no período.

Em artigo assinado no site da organização, o diretor de tecnologia da IFPI, Richard Gooch, afirma que o "DRM se provou como o caminho que permitirá que o mercado de música digital legalizada floresça, (...) tornando mais música disponível para um público maior em mais formatos e canais de distribuição”.

No Brasil, a EMI já confirmou que também trará as músicas sem proteção contra cópias ainda sme prazo definido. O preço de cada faixa, atualmente estipulado em 2,49 reais, deverá atingir 2,99 reais.

Responsável pelas ações e repreensão em todo o mundo, Iain Grant afirma que a IFPI não tem que se preocupar em gostar ou não do anúncio da EMI.

"A IFPI não tem nenhuma postura que defenda ou enalteça o DRM. Nossa posição é pela liberdade de escolha de nossos associados. A EMI está em seu pleno direito de escolher (abandonar o DRM)", afirma.

Questionado se a organização teme que a iniciativa se alastre para outros selos musicais, principalmente Universal, Sony/BMG e Warner, Grant rejeita a idéia, citando a importância das decisões das gravadoras no "campo financeiro".

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