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Microsoft protesta contra fusão do Google com a DoubleClick

Microsoft diz que "fusão merece um exame detalhado das autoridades para assegurar a competitividade online no mercado de anúncios"

Por Peter Sayer, para o Computerworld*

16/04/2007 às 17h31

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Microsoft diz que "fusão merece um exame detalhado das autoridades para assegurar a competitividade online no mercado de anúncios"

A compra da Doubleclick pelo Google não agradou aos seus rivais que estão pedindo que a aquisição seja analisada pela autoridades antitruste.

O Google anunciou, na sexta-feira (13/04), por 3,1 bilhões de dólares a compra da DoubleClick, finalizando especulações que a Microsoft poderia comprar a companhia.

O principal advogado da Microsoft, Brad Smith, divulgou um comunicado no domingo (15/04), exigindo intervenção regulatória. “Essa fusão merece um exame detalhado das autoridades para assegurar a competitividade online no mercado de anúncios”, disse.

De acordo com o analista Nate Elliott, da JupiterResearch, no entanto, a questão não a ser analisada não é a participação de mercado, mas quantos clientes as duas empresas têm junto.

Anunciantes e publicitários que usam as ferramentas das duas empresas para rodar anúncios online por meio da combinação do Google e da DoubleClick estão nervosos, diz o analista da Jupiter.

Um porta-voz da Microsoft alerta em comunicado que o negócio dará às empresas um “controle sem precedentes” na entrega de anúncios online e acesso a um vasto grupo de informações dos consumidores como resultado de suas respectivas atividades.

A ferramenta do Google segue os usuários por meio de cookies e seus nomes quando eles fazem o acesso a serviços como e-mail ou páginas personalizadas, e armazenando qualquer tipo de buscas que possam fazer. O DoubleClick rastreia os visitantes identificando cookies associado com os anúncios por banner mostrados nos sites que eles visitam.

“Existem outras companhias competindo com a DoubleClick que são muito bem fundadas”, incluindo o 24/7 RealMedia e Atlas, uma divisão da aQuantive, afirma.

*Peter Sayer é editor do IDG News Service, em Paris

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