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CEO da Adobe fala de concorrente do Flash da Microsoft

Durante evento, Bruce Chizen foi questionado sobre o Silverlight, plataforma da Microsoft para concorrer com o Flash

Por Martyn Williams, para o IDG Now!*

17/04/2007 às 18h42

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Durante evento, Bruce Chizen foi questionado sobre o Silverlight, plataforma da Microsoft para concorrer com o Flash

O Silverlight, da Microsoft, que é visto como um concorrente do Flash, da Adobe, foi apresentado segunda-feira (16/04) em uma apresentação de negócios que ocorreu na Associação Nacional de Emissores, em Las Vegas.

“A Microsoft, ao longo de sua existência, nunca demonstrou comprometimento em desenvolver uma solução para mútiplas plataformas,” disse o CEO da Adobe, Bruce Chizen, em entrevista concedida em Tóquio, na terça-feira.

Ele citou o Windows Media Player e o Internet Explorer como exemplos de produtos da Microsoft que ainda estão sendo desenvolvidos para o Windows, mas foram concluídos para a plataforma Mac.

Chizen se mostrou feliz em sugerir que o Silverlight pode ter o mesmo destino.

“Mesmo que eles digam que o Silverlight funcionará em várias plataformas, e talvez a primeira versão funcione, não tenho certeza se nossos clientes e as pessoas que têm conteúdo a entregar terão a confiança de que, se escolherem a Microsoft, a empresa poderá lhes prover uma solução completa em várias plataformas,” diz Chizen.

O Flash existe no mercado há aproximadamente 10 anos e foi, durante muito tempo, conhecido como uma plataforma para animações. Seu uso explodiu recentemente junto à popularidade de sites de vídeo na web, como o YouTube, que usa o Flash para que os usuários visualizem os vídeos.

O programa está rapidamente se tornando padrão para a exibição de mídia na web, e com o Silverlight, a Microsoft espera ganhar uma fatia desse mercado lucrativo.

A Adobe não revela a receita individual do Flash, mas declarou que o crescimento dos produtos Flash foi, no último trimestre, suficiente para causar um declínio nas vendas de suas principais aplicações, que mergulharam à frente do lançamento de novas versões.

Ele também creditou o uso do Flash em telefones móveis como a causa principal de um salto de 59% nos rendimentos e em sua divisão móvel durante o mesmo período.

Com a rápida expansão do Flash como um mecanismo para exibição de vídeos, o Adobe usou o mesmo evento em Las Vegas para revelar seus planos em estender o Flash Video da web para o desktop a clientes que não estejam conectados a uma rede. A idéia é proceder da mesma forma com outros softwares da Microsoft, como o Windows Media Player, além do Quicktime e o Real Player.

“Nós sentíamos falta de algumas coisas,” declarou Chizen, ao explicar a lógica da aplicação. “Há muitas pessoas que compartilham vídeos e gostariam de protegê-los, e poder gerenciar seus direitos digitais, o que é possível com o Adobe Media Player. As pessoas também querem vender seus vídeos através de mecanismos inteligentes de publicidade. E nós podemos fazer isso com o Adobe Media Player.”

O software, que será lançado ainda esse ano, também se apóia na popularidade das redes sociais de relacionamentos, permitindo que os usuários posicionem ou comentem os vídeos diretamente da interface do software.

A despeito da aparente confiança no triunfo da Adobe sobre a Microsoft, Chizen é cuidadoso para não subestimar a maior empresa de software do mundo. “Nos negócios de software, a Microsoft é um monopólio de 50 bilhões. Eu os levo muito a sério,” diz.

A Adobe planeja lançar, ainda esse ano, o Apollo, uma tecnologia que permite que aplicações da Internet funcionem offline. Chizen disse que está animado quanto ao Apollo, mas desapontado que ainda não foi lançado.

Em março, a Adobe começou a oferecer uma versão alfa do software, que foi baixada, segundo ele, 110 mil vezes. A versão completa da plataforma será lançada na segunda metade desse ano.

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*Martyn Williams é editor do IDG News Service em Tóquio

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