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MIT cria tecnologia de vídeo holográfico simples e barata

Este sistema, diferente dos anteriores, projeta imagens tridimensionais maiores, utilizando todas as escalas de cores

Por Redação do IDG Now!

24/04/2007 às 17h19

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Este sistema, diferente dos anteriores, projeta imagens tridimensionais maiores, utilizando todas as escalas de cores

Um time de pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) propôs um sistema de vídeo holográfico que funciona em computadores e consoles de game. Os pesquisadores declararam que o monitor terá uma resolução tão boa quanto a da TV analógica padrão, além do custo ser baixo.

Uma tela de vídeo holográfico pode ser uma alternativa à visualização de ressonâncias magnéticas e tomografias computadorizadas, por exemplo, informou uma reportagem da publicação Technology Review.

É possível também fazer, com este sistema, ajustes de dados complexos e multidimensionais, além de designs para móveis e carros. O diretor do programa de eletrônicos de Consumo do MIT, V. Michael Bove Jr, explicou que o sistema poderia se adaptar facilmente a videogames e mundos virtuais.

Nos jogos atuais, há modelos tridimensionais sofisticados, mas ainda não é possível enxergá-los pelo fato das imagens estarem renderizadas como uma imagem bidimensional.

O novo sistema, denominado Mark III, é a terceira geração (que segue o Mark I e Mark II) das telas de vídeo holográficas, que começaram a ser projetadas nos anos 80. Segundo Bove, os sistemas antigos eram barulhentos, sensíveis e precisavam de um hardware específico para gerar sinal de vídeo. O diretor passou, então, a estudar as possibilidades de tornar acessível esse produto tão caro.

O fruto das pesquisas é o Mark III que, apesar de ser baseado nos sistemas anteriores, possui três diferenças principais. Primeiro, ele processa imagens tridimensionais em um processador padrão de gráficos ao invés de um hardware específico. Depois, uma patente denominada “modulador acústico-ótico”, que direciona a luz dos lasers que formam o holograma, foi replanejada.

O tráfico de informações do novo modulador é maior, o que aumenta a resolução e barateia o custo. A terceira diferença é que alguns componentes óticos que tornaram o Mark I e II grandes como uma mesa foram eliminados.

Segundo Bove, o software produz, para criar um vídeo holográfico em tempo real, um modelo tridimensional dos objetos dentro de uma cena. Quando a ressonância magnética de um coração é feita, o software utiliza um conjunto de números que descrevem a posição de todos os pontos da superfície do coração - nas três dimensões.

Com esse modelo, o software calcula como os lasers devem projetar a luz para criar um holograma. Em resumo, o software cria um plano para os lasers seguirem. A base de todos os hologramas é um modelo de difração, que ocorre quando as ondas de luz interferem umas nas outras.

Para um holograma monocromático, apenas um modelo de difração é calculado. Mas para uma imagem colorida, é necessário criar três modelos, um para cada cor primária. A computação consiste em renderizar uma base tridimensional, que gera os modelos de difração e produz um sinal de vídeo.

Bove conta que então o sinal de vídeo holográfico é enviado a um modulador por onde a luz viaja, coberta por um material piezelétrico que converte o sinal de vídeo em vibrações. O sinal muda o formato do material piezelétrico, alterando as propriedades da luz enquanto esta se movimenta através do guia de ondas.

Assim, a onda de luz emitida é composta por variadas intensidades e frequências que, quando projetadas em um pedaço de vidro opaco, recriam uma cena tridimensional. Pelo fato de este modulador original poder emitir luzes na vertical e horizontal, ele ajuda a eliminar alguns espelhos e lentes que tornavam as gerações anteriores grandes demais.

Garner acredita que é uma questão de tempo para que as pessoas queiram ter, além das telas de alta resolução, vídeos tridimensionais. E por conta das exigências dos consumidores, ele diz que busca aplicações comerciais para esta tecnologia.

A equipe de Bove já possui esquematizada uma quarta geração do sistema, que estará apta a mostrar imagens no tamanho de um monitor de computador. As telas dos sistemas atuais são do tamanho de um cubo mágico e projetam apenas hologramas monocromáticos, enquanto a quarta geração terá toda a escala de cores.

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