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Conheça os formatos de gravação de vídeo digital

Especialistas avaliam prós e contras dos formatos de gravação MiniDV, DVD e HDD para quem vai escolher uma filmadora digital

Por Daniela Braun, editora do IDG Now!

27/04/2007 às 11h01

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Especialistas avaliam prós e contras dos formatos de gravação MiniDV, DVD e HDD para quem vai escolher uma filmadora digital

filmadoras_160.jpgSeja para garantir minutos de fama no YouTube, registrar as férias dos sonhos ou fazer um trabalho para a faculdade, as câmeras de vídeo digitais estão roubando a cena na escolha dos consumidores, que já aposentaram o videocassete.

Segundo estimativas da fabricante JVC, mais de 60 mil câmeras de vídeo serão vendidas no mercado de consumo brasileiro até o final do ano, sendo 80% em formatos digitais. “No ano passado foram 55 mil unidades, sendo 75% digitais (40% no formato MiniDV e 35% entre os formatos DVD e HDD)”, informa Sérgio Júnior Buch, gerente de marketing da empresa.

Melhor qualidade de captação e reprodução de imagens, praticidade das mídias disponíveis para armazenamento e a interação com o DVD player e o microcomputador estão entre as razões para que as filmadoras digitais ganhem mais espaço entre os aspirantes a videomakers. E o fator preço, segundo os especialistas consultados, pesa cada vez menos na hora de escolha.

Já o processo de gravação digital deve ser bem avaliado pelo consumidor antes da compra de sua filmadora. Atualmente, as opções são o MiniDV (Mini Digital Video), o DVD (Digital Vídeo Disk) e o HDD (Hard Disk Drive). Saiba mais sobre elas.

MiniDV

MiniDV é uma pequena fita que capta sinais digitais de vídeo (DV). Medindo 6,5 x 4,8 x 1,2 centímetros este aparente filhote da fita VHS permitiu a criação de filmadoras mais portáteis aliadas ao avanço em qualidade de reprodução. “Hoje, as câmeras de MiniDV produzem vídeos praticamente com qualidade de DVD (520 linhas)”, informa Fernando Salomão, gerente de produto da linha de câmeras digitais da Sony Brasil.

O MiniDV é capaz de armazenar uma hora de vídeo em um formato SP (Standard Play) de melhor qualidade, ou até duas horas no modo Extended Play (EP) com uma qualidade inferior de captação. O preço da fita varia de 20 a 30 reais. Já as câmeras, na estimativa de Salomão, podem custar de 1.300 a 1.600, segundo o executivo da Sony, para o usuário residencial.

Por ser uma fita magnética, o miniDV oferece mais facilidade de edição em relação ao formato óptico (DVD), por exemplo. No entanto, a maioria dos modelos ainda perde pontos na convergência por não ter uma saída USB. Neste caso, se quiser digitalizar seu vídeo, o consumidor deve instalar uma placa de captação de vídeos no micro.

O tempo de transferência do vídeo para o micro também requer paciência. O vídeo em MiniDV deve ser reproduzido integralmente da câmera para o computador. Quem gravava músicas ou vídeos ‘de fita para fita’ deve ter uma idéia do processo. “Na prática, um vídeo de uma hora leva exatamente uma hora para ser transferido”, lembra Buch, da JVC do Brasil.

Outro risco da fita é a desmagnetização. “Se a pessoa passar em algum campo magnético ou a fita apresentar algum dano, o material pode se perder”, alerta Rafael Muller, gerente de produção da empresa de IPTV Streamworks “Neste aspecto, a mídia óptica é mais confiável.”

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DVD

O formato de gravação a laser oferece mais praticidade pela mídia, o DVD, velho conhecido do consumidor, que oferece uma qualidade de gravação de 540 linhas. Quando digitalizado, segundo Muller, da Streamworks, o vídeo em DVD apresenta uma resolução de 480 x 720 linhas.

Menor do que o DVD convencional, a mídia usada nas filmadoras digitais tem 8 centímetros de diâmetro e capacidade para armazenar até 1,4 Gigabyte de dados. Uma gravação de alta qualidade geralmente dura 30 minutos e de baixa qualidade até uma hora em DVD. O preço estimado é de 10 reais por disco.

Embora o armazenamento e a reprodução sejam mais práticos, o DVD apresenta maior dificuldade em edição e requer softwares apropriados. “Os softwares de edição oferecidos com as câmeras geralmente servem para o consumidor colocar um título no menu do DVD”, lembra Salomão, da Sony.

A praticidade também tem seu preço. As câmeras amadoras de DVD custam em média de 2 mil a 3 mil reais, na estimativa da Sony.

HDD

Com um disco rígido, as câmeras de vídeo HDD atingem um patamar mais elevado em termos de qualidade e praticidade. Alta resolução de imagem (1920 x 1080 linhas), a possibilidade de filmar horas de vídeos sem trocar uma fita ou de transferir gigagytes de dados em poucos minutos para o computador estão entre os fatores que colocaram o formado High Digital Disk no centro das atenções quando se fala de vídeo digital.

Com capacidades médias de 30 Gigabytes de armazenamento, as câmeras HDD permitem até dez horas de gravação de vídeos em alta resolução e até 20 horas em qualidade inferior, segundo Salomão.

As câmeras HDD também costumam oferecer melhorias em zoom óptico – em média de 25 a 40 vezes. Já os modelos MiniDV mais atuais oferecem zoom óptico de 20 vezes, enquanto as filmadoras em DVD possuem zoom de 40 vezes, em geral.

A qualidade de som dos modelos HDD costuma acompanhar a resolução, com a oferta de 5.1 canais de áudio, o que é interessante para consumidores que possuem ou pretendem comprar um home theater para assistir os vídeos das férias 'com emoção'.

Na avaliação de Buch, da JVC, a tecnologia DVD é considerada uma transição entre a fita de MiniDV e o disco rígido.”O grande barato do HDD é que você pode gravar um vídeo como se estivesse fazendo uma edição no computador e até usar a filmadora como um HD externo”, ressalta Buch.

O gasto com a mídia, entretanto, é inevitável para quem deseja fazer backup de seus vídeos, provavelmente, em DVD. E o preço ainda restringe o poder de compra - 2700 reais em média, chegando a 8 mil reais, nas estimativas da Sony e da JVC para modelos amadores.

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Cartões de memória

A geração do vídeo digital não pára no disco rígido. A inserção de cartões de memória para armazenar fotos tende a evoluir, na avaliação de João Carlos Serres, diretor geral da Telefilm,

“Além de ser mais confiável, o cartão elimina o processo mecânico da gravação, o motor de gravação das outras tecnologias”, observa. O preço, entretanto, ainda é o maior vilão para que o formato se torne um blockbuster. “Um cartão de memória de 8 Gigabytes armazena apenas 15 minutos de vídeo”, compara.

Olho vivo

Além do formato de gravação, outros aspectos como áudio, câmera fotográfica e saídas de dados mais avançadas podem ajudar o consumidor na escolha de sua filmadora digital. Veja aqui as dicas dos especialistas:

* Zoom óptico
     
É importante que o consumidor não confunda o zoom digital com o óptico. “O zoom óptico é o ‘real’. O ideal é que a câmera de vídeo tenha um zoom de no mínimo dez vezes”, indica Rafael Muller.
   
* Câmera fotográfica
     
A mesma regra do zoom vale para quem quer comprar uma filmadora com o recurso de câmera digital. “Hoje há filmadoras com câmeras fotográficas de 5 megapixels e cartões de memória próprios para o armazenamento das fotos”, lembra Sérgio Velasques, especialista em câmeras profissionais da Canon. “Para atender a necessidade do consumidor, incluindo o recurso de câmera fotográfica, o zoom óptico costuma ser sacrificado.”

* Saídas USB 2.0 e Firewire

Câmeras com saídas USB 2.0 ou FireWire, na avaliação de Muller, garantem melhor qualidade na transferência dos vídeos para o desktop, “Como o vídeo ocupa uma taxa muito alta de transferência de dados, os barramentos USB 2.0 (480 Megabits por segundo ) ou FireWire (400 Mbps) evitam, por exemplo, a perda de frames no processo.”

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