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Dez coisas que amamos na Apple

Ótimo design, sistema operacional polido, roda o Windows e um blog falso são apenas algumas das nossas coisas prediletas

Por Narasu Rebbapragada e Alan Stafford, da PC WORLD (EUA)

08/05/2007 às 19h18

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Ótimo design, sistema operacional polido, roda o Windows e um blog falso são apenas algumas das nossas coisas prediletas

apple_amor_100x120Em um mundo no qual tocadores de MP3 genéricos são vendidos em cada esquina, os iPods da Apple já se tornaram, digamos, commodities.

A maior parte dos computadores parece que foi desenhada por fabricantes de mobília de baixo custo, mas os Macs são tão bonitos que podem muito bem ser utilizados para decorar ambientes em filmes e programas de TV, mesmo naqueles em que não são necessários.

A Apple é uma empresa basicamente inovadora que – surrupiando uma expressão utilizada por Stephen Manes, titular da coluna 'Full Disclosure' (publicada pela PC WORLD) – serve, essencialmente, como braço de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da indústria de tecnologia como um todo.

Na realidade, sempre nos fazemos a mesma pergunta desde que Steve Jobs e Steve Wozniak começaram a vender computadores nos anos de 1970: se a Apple pode fazer isso, por que ninguém mais consegue?

Não vamos tentar responder esta questão aqui. Vamos apenas enumerar algumas coisas que tornam os produtos da mais famosa empresa de Cupertino, na Califórnia (EUA), tão adoráveis. Você pode ler também as 10 piores coisas que achamos dessa mesma empresa, mas estamos mais do que felizes em poder dar à Apple o crédito que merece.

Caso existam outras razões que façam você amar (ou odiar) a Apple, conte para a gente na área de comentários, abaixo.

... 1: Design sublime
design sublimeO design dos produtos da Apple raramente aparenta ser algo barato ou ‘feito nas coxas’. Isso pode ser facilmente constatado, por exemplo, no fino e lindo iPod Nano ou ainda no iMac. Não há como comparar o Zune, da Microsoft, com o iPod, ou ainda a Apple TV com qualquer outro que se entitule um media player do mercado. E mesmo que o iPhone não faça pelas comunicações móveis o que o Mac fez com os computadores, não há como contestar que ele é um ícone de puro estilo.

Igualmente impressionantes são as inovações que a Apple introduz e que tornam os produtos não só elegantes, mas úteis: o pequeno controle remoto do iMac, que fica pendurado ao lado da tela do computador, é um exemplo. Ou o MagSave, adaptador magnético que prende o computador à mesa evitando quedas, mas que pode-se remover facilmente caso queira carregar o equipamento. Software e drivers, quer feitos pela Apple ou por terceiros, mantêm uma aparência consistente. Nada comparado ao que se vê no mundo Windows...

... 2: As regras do Mac OS
logo mac os xTudo bem que estejamos irritados pelo fato de ter que esperar até outubro para colocar as mãos no Mac OS X 10.5 (Leopard). Culpe o iPhone por isso. Mas se o Leopard for algo parecido como que foi o Tiger (Mac OS X 10.4), os usuários do Windows vão se morder de inveja.

Seu backup instantâneo Time Machine finalmente fará com que as pessoas façam cópias de segurança de seus dados. A janela de gerenciamento Spaces deve trabalhar melhor que a já excelente tecnologia Expose e do que o Windows Flip 3D.

A ferramenta da busca Spotlight Desktop Search será capaz de vasculhar volumes na rede e o widget Dashboard deve incorporar uma série de novas facilidades. E, em sendo a Apple, é possível que ele incorpore uma variedade de surpresas que só serão reveladas no momento do lançamento do Leopard.

Enquanto isso, o Tiger – com seus mais de dois anos de idade e perto do final de sua vida útil – contínua agradável, um ambiente consistente para trabalhar mesmo comparado ao novo concorrente da empresa de Redmond. Coisa “velhas” da Apple, em outras palavras, são totalmente capazes de bater de frente com os lançamentos da Microsoft.

... 3: Confiabilidade real
Como pode ser bom um computador ou tocador de música se não é capaz de manter-se funcionando permanentemente? A Apple produz alguns dos produtos mais confiáveis do mercado – do seu MacBook ao tocador de áudio digital iPod.

Em uma pesquisa sobre confiabilidade e serviços que realizamos recentemente, a companhia obteve a maior pontuação dentre todos os fabricantes de notebooks, com exceção da Lenovo, em partes graças ao resultado acima da média obtido no item “satisfação com a confiabilidade” e pela confiabilidade em geral. Seus tocadores digitais também estão no topo da lista, ficando acima da média nos mesmos quesitos (enquanto a satisfação com relação às demais marcas ficou apenas na média).

Mas nem tudo na Apple é perfeito, como qualquer proprietário de um MacBook defeituoso irá lhe contar. Mas o fato de que se pode obter um produto confiável e que parece bom deixa uma impressão realmente positiva.

... 4: Jobs enfrenta a indústria fonográfica

iTunes telaEm meio ao pânico geral da indústria fonográfica com relação ao download ilegal de músicas, a Apple surgiu com o iTunes Store, software fácil de usar e responsável por 99% dos downloads de canções únicas, com um catálogo que vai de músicas indianas e cantores desconhecidos, enquanto a maior parte da concorrência mantém em catálogo apenas os grandes títulos.

Esse serviço também passou a incluir séries televisivas e filmes em sua carta de opções, e Steve Jobs chegou a anunciar o fim do gerenciamento digital de músicas (DRM). Em resposta, a EMI informou que pode introduzir versões DRM-free em seu catálogo, ainda que mais caras. Esta parece ter sido uma saída adequada para o estrangulamento financeiro alegado pela indústria fonográfica.

Claro que ainda não estamos felizes pelo fato de que a maior parte das músicas da biblioteca do iTunes exigir que se use um iPod como dispositivo de reprodução portátil, mas admiramos a postura da empresa. Ela chocou a indústria como um todo ao impedir que você tivesse de engolir um pacote de seis músicas para cada três que você realmente tivesse interesse em comprar. Vai saber o que esta indústria se tornaria se Jobs tivesse decidido gastar seu tempo fazendo animações na Pixar em vez de reinventar a indústria de eletrônicos de consumo.

... 5: Windows no Mac
Enquanto a maioria das pessoas ainda considera Windows ou Mac como opções de sistema operacionais, um número crescente deles vem optando por rodar ambos em uma única máquina: um Mac em plataforma Intel.

E tudo aconteceu muito rapidamente. Em janeiro de 2006, a Apple entregou seu primeiro Mac construído com a plataforma Intel (o iMac). Dois meses depois, os hackers Narf e Blanka conseguiram fazê-lo rodar o Windows.

Em menos de 30 dias, a Apple apresentou a versão beta do Boot Camp, que permite o dual-boot Windows em um Mac. Atualmente, há pelo menos três maneiras possíveis de rodar o Windows no Mac (incluindo o Vista), já contabilizando o Parallels Desktop for Mac, cujo processo de integração das duas plataformas é muito simples.

A não ser que a Apple decida permitir que outros fabricantes produzam máquinas compatíveis com o Mac OS X, ela será a única a produzir sistemas que podem ser um Mac ou um PC. Não conseguimos imaginar Jobs permitindo que o resto do mercado produza Mac; mas ninguém imaginava que um dia ele estaria envolvido com sistemas compatíveis com o Windows.

... 6: Um Steve Jobs falso
diario secretoxSe não existe um Steve Jobs real, também não deve existir um falso Steve Jobs – o que seria uma vergonha. O Diário Secreto de Steve Jobs é um blog engraçadíssimo escrito por uma pessoa anônima, supostamente se passando pelo Steve Jobs real. Trata-se de um conteúdo engraçado, mas que também faz comentários importantes sobre problemas da tecnologia, tal como o que comenta a proposta de Tim O’Reilly sobre um Código de Conduta para Bloggers.

Um aviso: ler este blog pode provar rapidamente porque o  “Falso Steve Job”, também conhecido como FSJ, corresponde ao lodo errado desse tal código de conduta. Ele – seja quem ele realmente for – freqüentemente ultrapassa a barreira do politicamente correto.

... 7: A experiência Apple Store
apple storeUma visita a qualquer das 170 lojas da Apple espalhadas pelo mundo, especialmente a que funciona 24 horas por dia na Fifth Ave., em Nova York (EUA) e que fica dentro de um cubo de vidro gigantesco, é – sem dúvida, uma experiência única.

Seu staff de atendimento é jovem, atual, profundamente conhecedor de tecnologia e muito amigável, nada parecido com um vendedor chato. Ninguém vai expulsá-lo da loja por utilizar o Mac ou navegar gratuitamente na rede Wi-Fi.

Você pode ter de esperar um pouco para ser atendido, mas tem a opção de aguardar que um técnico responda suas dúvidas enquanto espera no Genius Bar. E, enquanto espera, conferir o estilo de vida digital mostrado pelo GarageBand,  pelo iMove ou outra aplicação Mac qualquer. A Apple tem trabalhado para transformar o computador em algo como “um dia em um parque digital”. E tudo isso gratuitamente, a não ser, claro, que você se empolgue e decida comprar um Mac.

O restante da indústria de varejo de PCs, ao contrário, é muito parecida com uma CompuUSA, uma grande cadeia de lojas que anunciou recentemente planos de fechar as portas de metade de suas instalações. Em outras palavras: não é só no uso que um sistema Windows é menos divertido do que um Mac; ele é menos divertido até no momento da compra.

... 8: Economia em segurança
Ataques de Dia-Zero, Patch Tuesday, explorações de vulnerabilidade ActiveX são fatos da vida de quem usa o Windows. Para usuários de Mac, contudo, não passam de ruídos.

Algumas empresas de segurança podem tentar convencê-lo do contrário, apresentando vírus conceituais escritos para mostrar que podem infectar um sistema Mac. E é verdade que a Apple deve entregar regularmente correções para vulnerabilidades acessíveis a hackers e que possam causar problemas.

Mas o que fica, para quem usa um Mac, é que se está a salvo do mundo real dos vírus, worms, Trojans e uma série de outras ameaças. A única notável exceção, claro, é para quem está rodando o Windows, via Boot Camp ou Parallels, no Mac.

Quer pelas práticas de segurança utilizadas ou pelo limitado market share – ou ainda por essas duas razões – e mesmo com o assunto segurança em Mac amplamente discutido na web, a maior parte dos produtores de pragas virtuais parece manter sua atenção voltada para outros objetivos. Pelo menos até agora.

...9: Propaganda que não faz você mudar da canal
Tudo começou com a primeira propaganda para TV feita pela Apple para anunciar o lançamento do Mac, em 1984. De lá pra cá, as campanhas se tornaram ainda mais evangelizadoras.

Contudo, a campanha ‘Eu sou um Mac e eu sou um PC' parece respirar o frescor dos novos tempos. As duas fases incentivaram um sem-número de paródias online porque são simples, inteligentes e engraçadas. Não temos certeza sobre alguns dos apelos usados nesses anúncios – atenção Apple: um PC com Windows pode fazer muito mais do que lidar com números! –, mas realmente achamos que as propagandas são mais divertidas do que alguns dos programas que elas interrompem.

... 10: Fábrica de coisas legais
Um de nós dois – e não vamos dizer quem – tem um PowerBook de 12 polegadas protegido com uma capa cor-de-rosa; um case verde metálico e speakers retrôs no iPod; um hub USB que brilha; e controlador USB multimídia. Tudo produzido por empresas de pequeno porte que fazem acessórios para a Apple, como a Griffin Technology e a FastMac.

Essa é a indústria que ajudou a aumentar a venda de Macs e iPods, e que produz periféricos extremamente atraentes e bem desenhados. Tudo isso faz parte do que denominamos 'Mac Experience'.

Se você tem um computador ou tocador MP3 produzido por algum outro fabricante, desejamos sorte em sua busca por acessórios que tenham algo em comum, nem que seja com o mais mundano dos produtos desenvolvidos pela Apple.

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