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Brasil atinge 6 milhões de conexões de banda larga, revela pesquisa

Crescimento em relação ao trimestre anterior foi de 5,26% e mostra que os usuários estão optando por velocidades maiores

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!

09/05/2007 às 13h51

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Crescimento em relação ao trimestre anterior foi de 5,26% e mostra que os usuários estão optando por velocidades maiores

O número de conexões de banda larga no Brasil cresceu 5,26% no primeiro trimestre de 2007 (27% nos últimos 12 meses), e fechou março com 6 milhões de acessos. Isso representa uma adição de 300 mil novas conexõeos sobre o resultado de dezembro passado. Os números fazem parte da 5a edição do Barômetro Cisco da Banda Larga e foram divulgados nesta quarta-feira (09/05) pela IDC Brasil.

Os acessos com velocidade abaixo de 512 kbps caíram na participação, enquanto as conexões acima de 1 Mbps aumentaram. Há um ano, as conexões de 1 Mbps representavam 7% do total de acessos; hoje somam 23% da base instalada.

As conexões entre 512 Kbps e 1 Mbps eram 21% em 2006. Este ano, são 39%. Acessos com velocidades entre 256 kbps e 512 kbps também caíram, somando 30%; há um ano correspondiam a mais da metade da base instalada (51%). O mesmo aconteceu com conexões abaixo de 256 kbps, que caíram de 21% para 9% em 12 meses.

"Aplicações de vídeo, como YouTube, são uma das razões para este fenômeno, já que são praticamente inviáveis em banda estreira", argumenta o presidente da Cisco do Brasil, Pedro Ripper.

Preço cai menos nas velocidades de entrada
Os valores das conexões caíram 13% na média dos últimos 12 meses. No caso de velocidades maiores, entre 2 Mbps e 8 Mbps, os preços tiveram queda mais acentuada, 26,7%, enquanto a redução do preço nas velocidades de entrada, entre 128 kbps e 256 kbps, a queda foi menos, 4,7%.

Mesmo com a redução, o preço ainda é uma fator de barreira para a adesão das camadas econômicas menos favorecidas à internet rápida, segundo Mauro Peres, diretor de pesquisas da IDC Brasil. "Os preços caíram mas ainda são impeditivos da classe C para baixo, onde internet compete com prioridades como alimentação e educação", pondera.

Uma série de fatores motivou a queda dos preços: redução do valor de PCs graças a incentivos fiscais de programas de governo, como o Computador Para Todos, variação favorável do câmbio, concorrência com pacotes diferenciados, vendas de natal e ofertas de soluções específicas para SoHo e médias empresas.

No Sudeste, área que possui maior penetração da banda larga (61,2% do total - dos quais 39,6% só no Estado de São Paulo), 50% das novas conexões no primeiro trimestre foram a cabo. No Brasil, este tipo de tecnologia apresenta uma penetração menor, 18,9%, sendo que as conexões via xDSL são as mais comuns, representando 77% do total.

"As operadoras de cabo foram bastante agressivas e bem sucedidas neste período, principalmente com ofertas que incluem dados, voz e vídeo", afirmou o executivo da Cisco.

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