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Acionistas do Google votam contra proposta anticensura na China

Se proposta fosse aceita, o Google da China não poderia mais praticar autocensura, o que poderia levar ao fechamento do site

Por Erik Larkin, para o IDG Now!*

11/05/2007 às 14h53

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Se proposta fosse aceita, o Google da China não poderia mais praticar autocensura, o que poderia levar ao fechamento do site

A maioria dos acionistas da Google votou na quinta-feira (10/05) contra uma proposta anticensura, relacionada à forma como a empresa conduzia seus negócios na China e outros países que praticam a censura.

Em 2006, o site chinês Google.cn foi muito criticado pela mídia por engajar em autocensura. Patrick Doherty, que apresentou a proposta com o apoio dos fundos de pensão e do Escritório de Controladoria, ambos de Nova York, ao se referir ao testemunho do Google no ano passado (disponível no site da empresa), com o conhecimento de que “as solicitações para se fazer negócios na China incluem a auto-censura, que vai contra os valores mais básicos do Google e de seus compromissos como empresa.”

A proposta teria pedido que o Google não engajasse em autocensura de seus produtos. Além disso, obrigaria a empresa a sempre revelar claramente quando ocorresse uma censura.

Em resposta, o vice-presidente senior de desenvolvimento corporativo, David Drummond, disse que “esta proposta nos impediria de operar o Google.cn.”

“Deixar a China e fechar o Google.cn não é a coisa certa para se fazer neste momento”, declarou. “Mas é exatamente o que a proposta faria.”

Os diretores da empresa recomendaram que os acionistas votassem contra a proposta. Drummond também ressaltou que o Google está trabalhando com grupos de direitos humanos, investidores socialmente responsáveis e outros que irão sugerir linhas de direção para as operações em tais países, mas que “aplicar um conjunto rígido de regras não nos levará ao resultado certo.”

Segue um trecho do texto da proposta negada:

“Os dados que podem identificar usuários individuais não devem ser hospedados em países que possuem restrições relacionadas à internet, onde falas políticas podem ser tratadas como um crime pelo sistema legal. A empresa não irá engajar em censura proativa. A empresa irá apenas cumprir com tais demandas caso haja um pedido através de procedimentos legais obrigatórios. Os usuários serão informados com clareza quando a empresa aceitar um acordo para atender legalmente os pedidos do governo para filtrar ou censurar o conteúdo que o usuário está tentando acessar. Os usuários podem ser informados sobre as práticas preservadas da empresa e também sobre o compartilhamento de dados com terceiros. A empresa irá documentar todos os casos onde pedidos de censura obrigatórios legalmente tiverem sidos cumpridos e a informação será disponibilizada publicamente".

*Erik Larkin é editor da PC World, em São Francisco.

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