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Microsoft não vai processar usuários Linux, por enquanto

Bill Hilf, executivo responsável pela ligação da Microsoft com software livre, diz que estratégia da empresa é diferente

Por Jeremy Kirk, para o IDGNow!

17/05/2007 às 16h55

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Bill Hilf, executivo responsável pela ligação da Microsoft com software livre, diz que estratégia da empresa é diferente

A Microsoft levantou a ira da comunidade de software aberto quando disse, por meio de uma entrevista à revista Fortune, que o Linux e outros softwares open source infringiam 235 de suas patentes.

Em entrevista exclusiva, Bill Hilf, gerente geral de estratégias de plataforma e diretor da Microsoft que trabalha com software aberto, fala sobre os efeitos à empresa desta polemica.

Hilf, antes de ir trabalhar para a Microsoft, atuou na IBM durante 12 anos cuidando da estratégia Linux. Leia os principais trechos.

A reportagem da Fortune trouxe uma série de preocupações sobre como a Microsoft deve proceder em relação a patentes. O sr. sabia que os advogados da empresa iriam revelar o número de patentes?

Bill Hilf: Sim. Mas o artigo da Fortune não apresentou nossa estratégia de forma correta. É por isso que estão todos nervosos. Parece que mudamos de estratégia e estamos nos movendo em uma nova direção. Mas não.

No acordo com a Novell, dissemos que teríamos de descobrir formas de resolver essas questões. E também precisamos determinar formas melhores de interagir com os produtos de código abeto. O artigo faz isso parecer que estamos indo pelo caminho da Justiça.

Nossa estratégia tem sido o caminho do licenciamento. Então, não temos planos de processos. Você nunca pode dizer que não vai fazer algo no futuro, mas essa não é nossa estratégia.

Quais foram as conseqüências dessa reportagem?

As pessoas da comunidade de código aberto, que eu conheço bem, me telefonaram. E eu disse a eles o que estou dizendo para você.

O sr. acredita que foi uma boa idéia para a Microsoft divulgar o número de patentes que acredita estão sendo infringidas?

O que ouvimos depois do acordo com a Novell foi: “Queremos transparência”. Então a tentativa foi se nós informássemos o número ou a categoria onde os problemas acontecem, talvez isso poderia ajudar as pessoas a terem uma idéia do escopo. Estamos chamando essas empresas comerciais para licenciar essas questões e resolver o problema.

Os desenvolvedores de Linux contra-atacaram dizendo que o Windows pode estar usando tecnologias que estão no Linux. O que sr. pensa disso?

As pessoas generalizam. Se você escreve uma patente, tem de ser específico. Você não pode generalizar uma patente. A idéia de que a IBM inventou o sistema operacional e que a Microsoft está atrasada no jogo é boba. Sistemas operacionais são uma categoria enorme.

Acredito que muito trabalho precisa ser feito em uma reforma sobre a legislação de patente de software. No entanto, as regras atuais ainda são válidas. E é a forma que fazemos negócios e como os negócios funcionam. Então, ainda teremos que encontrar formas de trabalhar na legislação atual.

* Jeremy Kirk é editor do IDG News Service, em Londres.

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