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HDs quebram mais do que se imagina

Dois estudos recentes constatam que estes equipamentos têm mais problemas do que os fabricantes costumam admitir

Por Jon L. Jacobi, PC World EUA

21/05/2007 às 16h53

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Dois estudos recentes constatam que estes equipamentos têm mais problemas do que os fabricantes costumam admitir

falha150x100Os discos-rígidos podem não ser tão confiáveis quanto os fabricantes afirmam. Estudos recentes feitos por pesquisadores da Carnegie Mellon e do Google sugerem que a taxa de duração média fornecida pelos fabricantes esteja um pouco equivocada.

Pesquisa da Carnegie Mellon, conduzida em várias localidades, apresentou índices de quebra normais de 2% a 4% e uma alta de 13%, o que vai contra o valor de menos de 1% fornecido pelos fabricantes (veja o gráfico). O estudo do Google estabelece um índice anual de falha em cerca de 3%.

Ambos os estudos baseiam-se em observações feitas em cerca de 100 mil drives, com o Google analisando seu próprio nicho de consumidores e a Carnegie Mellon examinando tanto os drives dos consumidores normais quanto os do segmento corporativo (mais confiáveis) - estes tinham ímãs estimuladores, motores mais robustos e atributos avançados como proteção contra vibração rotacional.

Entenda o conceito de "falha"
Os fabricantes atribuem parte da discrepância entre seus números e relatórios a definições diferentes do que seja uma falha ou quebra de disco. Para eles, isso ocorre quando um drive falha em uma leitura ou registro durante um determinado período – normalmente cerca de 24 horas – de testes. Segundo os fabricantes, por esse critério aproximadamente 40% dos drives falhos não estavam de fato quebrados.

Os dois novos estudos, contudo, consideram quebra como qualquer sintoma que faça com que os usuários (em ambos os casos, conhecedores da área) substituam o drive. Tais sintomas incluem problemas de software, conflitos de driver e a quebra do equipamento como definida pelos fabricantes.

Os números estimados para vida útil média são baseados no despenho antigo de drives similares; não houve novos testes para modelos recentes nos últimos anos para provar os valores dados.

Fique frio
Surpreendentemente, o estudo do Google não encontrou correlação entre as quebras de drive e os altos níveis de calor e atividade. A maior porcentagem de quebra ocorreu em drives operando entre 25º C e 31º C. Entretanto, PCs de mesa geralmente operam acima dos 51º C relatados no estudo do Google. Isso implica que os resultados não podem ser aplicados a unidades de disco que operem sem o resfriamento adequado.

O Google descobriu que os índices de quebra variaram significativamente de acordo com a marca e modelo, mas a empresa não quis identificar os modelos mais propensos a quebras. A Carnegie Mellon aponta que ocorrem problemas de má fabricação e que as melhorias feitas nos últimos anos podem ter resultado em hardwares mais confiáveis.

O estudo do Google se baseou, em parte, nos dados SMART (tecnologia de auto-monitoramento) de drives que possuem esse atributo. Mas tantos drives quebraram sem efetuar nenhum alerta SMART que o Google concluiu que o atributo não era útil na previsão de danos reais.

O estudo do Google nos dá a seguinte dica: se encontrar um erro de scan durante uma checagem rotineira (como executar o Scandisk), seu drive possui 39 vezes mais chance de quebrar num período de 60 dias do que aquele que não apresentou tal erro. Os profissionais de TI recomendam trocar um drive que apresente problemas de scan.

Menos números
As empresas podem repensar os planos de compra agora que sabem que, segundo a pesquisa da Carnegie Mellon, discos fiber channel e SCSI não parecem ser mais confiáveis do que os discos SATA, mais baratos. Mas o analista do IDC David Reinsel afirma que drives daquelas tecnologias ainda valem mais a pena se o importante é obter um desempenho melhor.

Para a maioria dos usuários, esses relatórios simplesmente reafirmam a necessidade de práticas inteligentes. Mantenha os drives refrigerados e, mais importante, com um backup pronto para qualquer emergência. Dessa maneira, será possível transformar um perda financeira e ocasional em mera inconveniência.

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