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Rede sem fio permite visualizar eletrocardiogramas em smartphones

Dados são convertidos em PDF e enviados para a intranet do hospital. Cardiologistas visualizam exames através de smartphones

Por Redação do IDG Now!

21/05/2007 às 15h01

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Dados são convertidos em PDF e enviados para a intranet do hospital. Cardiologistas visualizam exames através de smartphones

Redes sem fio estão sendo utilizadas por paramédicos para enviar eletrocardiogramas de cardíacos em estado crítico, o que agiliza o conhecimento do médico sobre o estado do paciente quando estiver a caminho do centro cirúrgico.

A inovação, anunciada no final da semana, foi desenvolvida pela Sociedade de Angiografia e Intervenções Cardiovasculares (SCAI) com o objetivo de otimizar o tempo de atendimento dos pacientes.

O sistema permite que paramédicos entrem em ação para tentar combater uma parada cardíaca em tempo muito inferior ao padrão. Graças à novidade, cardiologistas podem ser notificados sobre a chegada de um paciente enfartado apenas 15 minutos após sua chegada.

Estudo da Universidade de Medicina e Odontologia de Nova Jersey (UMDNJ), indicava, em 2005, que o atendimento começava com uma média de 146 minutos após a entrada do paciente, enquanto o tempo ideal para o começo da operação é de, no máximo, 90 minutos.

Por meio da tecnologia Bluetooth, o eletrocardiograma de um paciente em estado crítico que deu entrada na sala de emergência é convertido em arquivo PDF no laboratório de cateterismo e enviado para o smartphone do  médico responsável.

O arquivo ainda inclui o número do paramédico que começou a transmissão do eletrocardiograma - dessa forma, o cardiologista pode imediatamente entrar em contato com a equipe da ambulância.

Uma pesquisa feita pelo órgão mostrou que, de junho a dezembro de 2006, o tempo máximo necessário para a intervenção foi de 80 minutos. Hoje, o máximo chega a 73 minutos com o uso do sistema sem fio.

Para estabelecer o sistema sem fio, foram necessários entre 6 e 8 meses de planejamento, além do envolvimento da equipe de cardiologia, do departamento de emergência e serviços médicos emergenciais.

Representantes das áreas administrativa, recursos humanos, tecnologia da informação e telecomunicações também se uniram para tornar a inovação possível.

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