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Conheça detalhes do novo processador móvel Griffin, da AMD

Aguardado para 2008, veja detalhes do funcionamento no novo chip que ajudará a fabricante em sua caminhada rumo ao Fusion

Por Anush Yegyazarian, PC World EUA

23/05/2007 às 14h39

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Aguardado para 2008, veja detalhes do funcionamento no novo chip que ajudará a fabricante em sua caminhada rumo ao Fusion

amd100x150A AMD forneceu detalhes de seu próximo processador móvel, de codinome Griffin, e também de uma plataforma de suporte, de codinome Puma (também conhecida como chipset RS780). Ambos devem ser lançados até meados de 2008 e marcam a primeira plataforma móvel para o mercado projetada pela AMD.

Segundo Maurice Steinman, sócio da AMD e arquiteto a frente do projeto do processador Griffin, a combinação será um passo significativo da AMD para o “Fusion”, codinome para uma integração CPU/GPU planejada para 2009.

Apesar dos planos da AMD de iniciar uma linha de 45 nanômetros em 2008, o CPU Griffin ainda será em 65 nm.

O Griffin virá com diversas novidades que, ao melhorar sua performance, devem ajudá-lo no mercado móvel. Primeiramente, ele possui um cache de 1 MB L2 para cada um dos núcleos dos dois processadores CPU. A CPU ainda tem integração Northbridge no chip para aumentar a eficiência e sua própria fonte, assim ela pode ser desligada para conservar a bateria se não estiver em uso, enquanto os núcleos continuam a usar a energia que precisarem (veja as imagens abaixo, primeiro um diagrama, depois uma imagem do chip/die).

tabela amd griffin

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A AMD já integra o controle de memória do chip e planeja fazê-lo mais eficientemente com o Griffin. Ele possui, por exemplo, DRAM pré-fetch (processo de leitura de uma instrução) e, assim como o Nothbridge, possui sua própria rede de alimentação, numa voltagem menor do que a dos núcleos do CPU.

Os núcleos em si estão em uma rede de alimentação separada e podem operar em freqüências e voltagens diferentes, segundo a AMD. O esquema de distribuição de energia permite ao Griffin desligar partes de cada núcleo ou mesmo desativar um deles completamente para economizar energia e se ajustar às necessidades do sistema operacional.

A AMD ainda acrescentou inteligência ao link HyperTransport para que CPU e chip set possam ajustar seu fluxo de dados conforme necessário, ou mesmo não ativá-los. A empresa ainda promete um ganho de 3x na performance input/output, destaca o arquiteto Steinman.

O chipset RS780/plataforma Puma (mostrados num sistema demo, abaixo) trazem melhorias adicionais. Primeiramente, oferece PowerXPress, um sistema de gerenciamento inteligente de energia no qual o notebook não apenas vai para o modo econômico de bateria quando não está plugado, como também alterna dinamicamente para gráficos integrados da placa-mãe a fim de conservar energia em vez de qualquer exigência maior de performance do chip set que se possa ter. Uma vez de volta ao uso normal, ele irá alternar para gráficos mais potentes. Os usuários poderão desabilitar esse atributo se quiserem.

Sistema demo rodando o CPU na plataforma e, na seqüência, close da placa-mãe:
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O chipset suporta gráficos Direct X 10 da Microsoft e irá suportar DVD de alta definição (Blu-ray e HD DVD), mais PCI-Express 2. Também irá suportar HyperFlash, versão da AMD de um cache de memória flash não volátil para melhorar o desempenho, e trabalhar com tecnologias do Windows Vista como o Ready Boost e Ready Drive. A versão da Intel, opcional na recente plataforma móvel Santa Rosa, é chamada de Turbo Memory.

Os gráficos integrados da plataforma irão suportar até três exibições ativas.

Tudo isso conduz a AMD ao Fusion em 2009, ponto no qual a empresa afirma entregar uma combinação integrada CPU/GPU – a primeira para sistemas móveis. Segundo Steinman, depois dessa integração física, a empresa pode começar a polinização cruzada de duas funções no nível de instrução, conduzindo a uma nova e radical microarquitetura de natureza otimizada, capaz de lidar com instruções de GPU e CPU.

Griffin e Puma parecem impressionantes, apesar de só poderem mostrar seu poderio em 2008. Mas já que os componentes da AMD estão distantes, a Intel possui tempo de sobra para aperfeiçoar sua própria plataforma móvel, que já ostenta alguns dos atributos que a AMD trará no Griffin e Puma.

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