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Vendas de PCs são menores que esperado após Vista, diz In-Stat

Consultoria afirma que, após aumento no 1º trimestre, patamar de vendas deverá voltar à normalidade já no começo do 2º semestre de 2007

Por Eric Lai, para o IDG Now!*

24/05/2007 às 13h12

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Consultoria afirma que, após aumento no 1º trimestre, patamar de vendas deverá voltar à normalidade já no começo do 2º semestre de 2007

O lançamento oficial do Windows Vista no começo deste ano pode ter distorcido a venda de PCs nos últimos seis meses, mas não acelerou o mercado de maneira geral, afirmou a consultoria In-Stat nesta quarta-feira (23/04).

A pesquisa confirma análises anteriores que mostram queda no mercado de PCs no últimos três meses de 2006, apesar do programa de descontos "Vista Express Upgrade" que dava aos compradores de micros com o Windows XP o direito de atualizar seus sistemas para o Vista gratuitamente.

Após o lançamento para o varejo em 30 de janeiro, as vendas de PC tiveram um crescimento que, de acordo com Ian Lao, analista da In-Stat, não deverá durar muito. "A demanda de usuários que atrasaram a compra de um PC até a chegada do Vista deverá ser aplacada até o final do segundo trimestre deste ano", afirmou.

O lançamento do Vista teve efeito menor em clientes corporativos, que continuam a atualizar sua base de micros em ritmo padrão. Mesmo que o novo software seja "um sistema operacional com boas funções", segundo Lao, de maneira geral, o produto mostrou não ter criado demanda adicional.

A pesquisa da In-Stat parece contrastar com outra recente, conduzida pelo IDC, e que mostra um aumento de 10,9% nas vendas de PC no primeiro trimestre de 2007, comparado ao ano anterior, graças ao Vista. A analista Loren Loverde afirmou que o Vista continuará a ajudar em crescimentos de dois dígitos no setor pelos próximos dois anos.

Mesmo com a demanda em queda, a In-Stat afirmou que a previsão de crescimento no setor de PCs, para 300 milhões de unidades vendidas até 2009, se mantém a mesma.

O principal impacto do Vista revelado pela consultoria foi no setor de memórias. A alta exigência deste componente do sistema aumentará em até 20% a venda de módulos de memória em comparação ao ano anterior, afirmou Lao.

Lao afirmou ainda que há evidência de fabricantes de PCs pressionando canais de venda, já que, após a produção maior de micros que precedeu a euforia do lançamento, os níveis de inventário de máquinas estão voltando ao normal.

*Eric Lai é editor do ComputerWorld, em Framingham.

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