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Malware para Skype transfere infecção para redes de ICQ e MSN

Infecção, originalmente voltada apenas para Skype, se transfere para outros comunicadores no PC contaminado, alerta pesquisador

Por Robert McMillan, para o IDG Now!*

25/05/2007 às 10h16

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Infecção, originalmente voltada apenas para Skype, se transfere para outros comunicadores no PC contaminado, alerta pesquisador

Uma nova variante do worm Stration, que vinha atormentando usuários do Windows desde 2006, conseguiu se transferir para as redes dos aplicativos ICQ e MSN Messenger. Esta variante apareceu no começo da semana, de acordo com Chris Boyd, pesquisador na FaceTime Communications, que tem um blog sob o pseudônimo de Paperghots.

"Eles estão usando o Skype como uma plataforma de transferência para redes mais estáveis", afirmou Boyd. "A infecção procura por outros mensageiros instantâneos que estão no PC e tenta se espalhar por uma mensagem infectada assim como já fazia por salas de chat no Skype".

Para que um micro seja infectado, um usuário precisa clicar sobre um link e concordar em baixar um arquivo executável. Em uma amostra analisada por Boyd, o link malicioso é listado abaixo de uma mensagem instantânea que diz "Veja isto. Me dê sua opinião" (em tradução livre do inglês).

Uma vez instalado, o worm começará gradualmente a enviar mensagens para contatos das vítimas, afirmou Boyd.

Este tipo de contaminação já foi registrada no passado, mas esta é a primeira vez que uma praga se transfere do Skype para outra rede de comunicação.

"É um sistema estranho para fazer, já que estes caras chegam com o pé na porta (na rede do Skype)", relatou. "E nós pensando que eles focariam todas as energias em explorar o Skype".

O Stration não passa por uma infecção em massa e é considerado ser um malware de baixo risco, mas está se mostrando uma praga difícil de lutar para alguns fabricantes de segurança.

No último ano, a praga fez surgir centenas de variantes e as companhias de antivírus revelaram problemas para rastrear muitas de suas versões. Ninguém sabe quem está por trás do worm, mas os domínios que hospedam o código malicioso são registrados por uma companhia chinesa de internet, afirmou Boyd.

*Robert McMillan é editor do IDG News Service, em São Francisco

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