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MS processa supostos scammers que usam Hotmail para fraudar ações

A Microsoft tenta evitar a onda de e-mails não solicitados enviados por meio do Hotmail para incentivar compra de ações desconhecidas

Por Robert McMillan, para o IDG Now!*

28/05/2007 às 10h20

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A Microsoft tenta evitar a onda de e-mails não solicitados enviados por meio do Hotmail para incentivar compra de ações desconhecidas

Na esperança de resolver o crescente problema de scammers que tentam vender ações por e-mail, a Microsoft iniciou - sem alarde - processos legais contra três alegados investidores que usam redes do MSN Hotmail para promover papéis.

O Hotmail "recebeu grandes volumes de mensagens comerciais não solicitadas", promovendo ações de companhias como Distributed Power, TGC Ventures, China Biolife Enterprises, e Irwin Resources, de acordo com documentos entregues pela empresa entre abril e maio na Corte Superior do Condado de King, em Seattle (Estados Unidos).

A Microsoft acusa os réus de violar o ato federal CAN-SPAM, assim como as leis de proteção ao consumidor de Washington, e busca reparações ainda não definidas por danos, de acordo com os arquivos.

E-mails enviados por scammers são uma maneira de fraude em que criminosos compram ações de uma companhia, geralmente com valor inexpressivo, e então promovem os papéis em milhões de mensagens não solicitadas.

A técnica é uma das práticas de spam mais lucrativas do mercado e foi apontada como a "área com maior crescimento no spam" nos últimos meses, segundo informa Craig Schmugar, diretor de pesquisa de ameaças do AvertLabs, ligado à McAfee.

Spams desse tipo não apenas sugam recursos e ameaçam o funcionamento do Hotmail, mas "podem resultar em custos significativos para a Microsoft", afirmaram os papéis enviados à Justiça.

Como a Microsoft não sabe o nome dos spammers por trás dos e-mails não solicitados, a empresa decidiu chamá-los "John Doe" (equivalente à expressão em português Zé Ninguém). Esta é o passo mais recente na briga de gato e rato promovida entre spammers de ações e empresas de tecnologias que tentam pará-los.

No último ano, spammers desenvolveram uma variedade de técnicas para confundir filtros de spam, afirma Schmugar, adicionando fundos coloridos, textos distorcidos e enchendo mensagens com texto sem sentido que tenta enganar as tecnologias de reconhecimento de caracteres.

Uma recente mensagem de spam, por exemplo, promovendo a China Biolife Enterprises, uma das companhias citadas na ação da Microsoft, continha uma mensagem que alegava aumento de 11,51% no preço do papel, acompanhado por palavras sem sentido agrupadas.

*Robert McMillan é editor do IDG News Service, em São Francisco

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