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Uso de e-commerce e e-gov se restringe a menos de 14% dos internautas

Este é o percentual de internautas brasileiros que já compraram pela web. O número dos que já utilizaram serviços do governo eletrônico é ainda menor (12,1%), diz NIC.br

Por Redação do IDG Now!

29/05/2007 às 16h04

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Este é o percentual de internautas brasileiros que já compraram pela web. O número dos que já utilizaram serviços do governo eletrônico é ainda menor (12,1%), diz NIC.br

Dados do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto br — NIC.br, braço executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil, apontam que o País evoluiu muito pouco no uso de serviços de compras na internet e governo eletrônico no último ano.

De acordo com a 2ª Pesquisa sobre o uso da Tecnologia da Informação e da Comunicação no Brasil, realizada entre julho e agosto de 2006, apenas 14% dos indivíduos que já acessaram a internet declararam ter adquirido bens e serviços pela rede pelo menos uma vez na vida. O índice é menor do que o registrado em 2005 - 15% - quando o número de internautas era menor.

O uso de serviços de governo eletrônico nos últimos 12 meses também se manteve estável em relação ao ano anterior, somando 12,1%.

De acordo com a pesquisa, o uso da rede para atividades de comércio eletrônico é mais freqüente entre indivíduos com maior nível de escolaridade e renda: entre os internautas da classe A, 40,5% compraram pela rede, enquanto somente 10,8% dos usuários de classe C informaram ter adquirido bens e serviços pela internet.

Entre os itens mais comprados, livros, revistas ou jornais lideram a lista, sendo citados por 30% dos consumidores, seguidos por equipamentos eletrônicos (23,6%), filmes e músicas (20,8%), e computadores e equipamentos de informática (19,3%).  A forma de pagamento mais comum é o cartão de crédito, respondendo por 49,5% da transações.

O número de indivíduos que teve problemas ao adquirir produtos pela rede manteve-se baixo, em 9,2%. A falta de interesse ou necessidade (43,45%) ainda é o principal motivo apresentado em 2006 dentre aqueles que nunca realizaram compras pela internet.

Outras razões incluem a preferência por realizar compras pessoalmente (39,2%) e a preocupação com problemas de segurança (19,9%). Outros 16,7% dos entrevistados declararam não confiar no produto que vão receber, percentual bem maior do que os 4,2% que tinham essa preocupação em 2005.

Governo eletrônico
Entre os internautas que usaram a rede nos últimos 12 meses, a consulta ao CPF (66%) e a entrega de declaração de imposto de renda (48,1%) continuam sendo os serviços mais utilizados.

Já entre o total da população que não usou serviços de governo eletrônico, 34,6% afirmou que gostaria de usá-los para pesquisar informações sobre empregos; 33,5% para consultar o CPF; e 32,7% para buscar dados sobre serviços públicos de saúde.

Os problemas com segurança diminuíram: 44,5% dos usuários de internet declararam não ter encontrado problemas de segurança este ano – em 2005 foram 41%.

O problema mais freqüente continua sendo o ataque de vírus com perda de informação ou que resultou em acesso não autorizado (20,3%), seguido pelo ataque de vírus com danos em software ou hardware (7,9%). Não houve variação desses indicadores em relação a 2005 (19,6% e 7,1%, respectivamente).

Uso de e-mail
Entre os internautas que têm computador em casa, a maioria adotou práticas de segurança com relação ao equipamento (72,7%). A medida mais usada ainda é o antivírus, citada por 70,2% dos entrevistados, sendo que sua utilização é maior entre os homens e pessoas das classes A e B.

Quanto ao uso do e-mail, 62,5% das pessoas que utilizaram a internet nos últimos 3 meses informaram ter ao menos uma conta de correio eletrônico de uso pessoal.

O tipo mais popular continua sendo o e-mail gratuito, adotado por 56,4% (54,5% em 2005). Apenas 9% possuem contas pagas – bem abaixo dos 13,8% registrados em 2005 – e 4,7% têm contas de trabalho (4,3% em 2005).

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