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E o portátil ficou popular

Com preços a partir de 1.800 reais, notebooks devem vender em 2007 o dobro do ano passado. Os desktops que se cuidem...

Por Caio Terreran, especial para PC World

05/06/2007 às 14h15

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Com preços a partir de 1.800 reais, notebooks devem vender em 2007 o dobro do ano passado. Os desktops que se cuidem...

portatil_pop150x100Práticos, móveis e versáteis, os notebooks sempre tiveram ares de sonho inatingível para o consumidor em geral. Afinal, eram muito mais caros que um PC de mesa. Mas esse cenário mudou.

Com a queda nos preços, ter um notebook passou a ser um desejo viável para muitos brasileiros. Já é possível encontrar equipamentos de boa confi guração à venda por menos de 2 mil reais – uma cifra utópica há poucos anos.

Para a popularização desse tipo de equipamentos, contribuiu a iniciativa do Governo Federal de redução de impostos, iniciada há cerca de dois anos com a divulgação da chamada MP do Bem – e que ganhou recentemente o reforço do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Após essas medidas, fabricantes de computadores com preços até 4 mil reais tornaram-se isentos do pagamento de taxas como PIS e Cofins.

Isso motivou as companhias a baixarem seus preços, empurrão fundamental no barateamento dos modelos de entrada, os equipamentos mais baratos.

Outros fatores importantes para que eles chegassem a preços realmente atraentes foram as quedas do dólar e do custo de componentes fundamentais para sua manufatura, como telas LCD e processadores.

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“Fabricar um notebook hoje custa bem menos do que antes, graças às peças, que ficaram mais baratas”, explica Ricardo Shiroma, gerente de produto da Dell.

O resultado desses acontecimentos resulta em uma maré tão favorável para o segmento que, em 2007 os notebooks devem bater até as mais otimistas previsões estabelecidas para o setor – superando um crescimento de 100% em relação ao ano passado, período que já registrara uma boa performance.

E com a recém-anunciada inclusão de portáteis que custem até 1,8 mil reais dentro do programa Computador para Todos, que financia via Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal a compra de computadores, a expectativa é de que até agosto a oferta de máquinas baratas cresça ainda mais.

“Estimamos que o país feche o ano tendo comercializado cerca de 1,5 milhão de notebooks”, revela Ivair Rodrigues, diretor da empresa de pesquisas IT Data. “O mercado está, de fato, em alta”. De acordo com dados divulgados pela consultoria, a marca supera de longe o índice obtido pela categoria em 2006, quando mais de 700 mil portáteis foram vendidos pelo comércio nacional.

Os notebooks começam a ameaçar o mercado dos tradicionais PCs de mesa. Estudos da empresa confirmam a tendência mundial de preferência pelos portáteis e mostram que até 2011 eles devam ultrapassar os desktops em volume global de vendas.

“Até o fim do ano, os desktops devem crescer 17% em relação a 2006, no Brasil, em volume de vendas. Já os portáteis encerram 2007 com uma ampliação de 78%, em comparação ao mesmo período”, acredita Reinaldo Sakis, analista da consultoria IDC – instituto que faz uma previsão de crescimento do setor mais conservadora que a do IT Data.

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portatil_pop150x100No início do ano, a IT Data realizou um estudo com 400 consumidores que tinham planos de adquirir computadores dentro dos seis meses seguintes. Os resultados mostram que muitos já pensam em trocar o computador fixo pelo notebook. Do total de entrevistados, 43% manifestaram a intenção de migrar para um portátil e abandonar o PC de mesa.

A pesquisa também revelou diferenças nas configurações idealizadas por homens e mulheres na hora de fechar a compra do notebook (eles valorizam telas grandes, elas, a portabilidade).

Grandes fabricantes do setor confi rmam o avanço dos portáteis sobre o território dos desktops. Quando postos em embate, em termos proporcionais, o crescimento dos portáteis é consideravelmente maior que o dos PCs de mesa.

Na comparação entre 2005 e 2006, por exemplo, a Positivo cresceu 111% no segmento de desktops e 908% no de notebooks.

O fato de esse mercado ainda ter muito espaço para crescer é visto com atenção por quem os fabrica. “Eles crescem mais em vendas, mas a participação do notebook no mercado nacional ainda é tímida em relação a outros países da América Latina”, constata Valéria Molina, diretora da área de consumo da HP.

De acordo com ela, o índice de notebooks no Brasil fica em torno de 11%. No Chile e no México, por exemplo, os portáteis respondem por 35% do mercado geral de computadores.“Acredito que esta participação suba para 25% nos próximos dois anos”, projeta Arthur Isoldi, gerente de notebooks da Lenovo.

A possibilidade de trabalhar sem estar preso ao escritório e concentrar entretenimento e produtividade na mesma máquina estão entre os atributos que convencem o comprador a optar pelo notebook, mas a estética também é um fator importante.

“O consumidor sempre decidirá pelo preço, mas é claro que, até mesmo pelo caráter da mobilidade, uma máquina com bom design desperta interesse”, avalia Sakis, do IDC. “O acesso à web sem necessidade de fios também conta”, completa.
Com os portáteis se tornando mais visados, imaginava- se que o mercado ilegal de notebooks, a chamada “linha cinza”, também estaria em ascensão. Mas isso não está acontecendo.

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Em franco declínio, segundo dados da IDC, esta parcela de máquinas com garantia duvidosa e jeitão de pechincha perde compradores para os portáteis de marca.

“O consumidor sabe que comprar um notebook é um investimento”, explica Valéria, da HP. “Quando a marca oferece garantia, bons preços e suporte pós-vendas, sobressai em relação a quem deixa essas vantagens em segundo plano”, pondera.

Mais amigáveis ao bolso do brasileiro e com vantagens que aumentam o potencial de produtividade, os notebooks são a bola da vez.

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