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Para criadores do YouTube, localizar site ajuda a combater pirataria

Localização para línguas nativas deve ajudar a conter a propagação de materiais protegidos por direitos autorais, dizem fundadores

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!

20/06/2007 às 10h10

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Localização para línguas nativas deve ajudar a conter a propagação de materiais protegidos por direitos autorais, dizem fundadores

Facilitar a experiência de comunidade por meio do uso da língua nativa e fomentar a criação de conteúdos originais locais são alguns dos objetivos do YouTube ao localizar o site de compartilhamento de vídeos para nove países, incluindo o Brasil, disseram os fundadores do site Chad Hurley e Steve Chen, durante uma videoconferência com a imprensa brasileira no início da tarde desta terça-feira (19/06).

De acordo com os criadores do site de vídeos mais popular da web, a localização também deve ajudar a conter a propagação de materiais protegidos por direitos autorais e a veiculação de imagens consideradas impróprias, como o famoso vídeo da apresentadora Daniella Cicarelli que levou a justiça brasileira a bloquear o site no País.

“Acreditamos que com a tradução das páginas para o idioma local fica mais fácil deixar claro para os usuários quais são as políticas do site”, defendeu Hurley, que ocupa o posto de CEO da empresa.

Já Chen, que exerce a função de chefe de tecnologia da companhia, enumerou algumas formas de combate ao conteúdo ilegal na plataforma, destacando o recém-incorporado recurso de “fingerprint”, que permite mapear o “DNA” dos vídeos originais para evitar que eles sejam indevidamente reproduzidos no site.

“Apesar dos nossos esforços, não é algo que se muda de um dia para o outro. Um dos aspectos mais importantes é a educação. O usuário não sabe que ele não pode pegar um CD ou DVD que comprou e compartilhar na rede”, argumenta Chen.

Mesmo com as polêmicas e processos envolvendo a publicação de vídeos protegidos por direito autoral no site, Hurley defende que o sucesso do YouTube se deve à capacidade de compartilhar vídeos originais, produzidos pelos usuários.

“A maior parte do nosso conteúdo é original. Se fosse o contrário, competiríamos com outros sites que existem no mercado cujo modelo é oferecer conteúdo comercial e seríamos apenas mais um”, argumentou o CEO.

Questionado sobre o potencial rival Joost, novo site de vídeos online que está sendo testado pelos criadores do Skype, Hurley argumentou que são modelos muito diferentes. “Oferecemos uma comunidade aberta, oferecemos a oportunidade para qualquer um publicar seu trabalho, nossa experiência é completamente online - não é preciso baixar nenhum software - e os vídeos são mais curtos. É totalmente diferente”, defendeu ele.

Com a internacionalização do serviço - que deve ser traduzido para outros idiomas, segundo os executivos -, a expectativa é de um aumento no volume e na variedade dos conteúdos publicados. “Estreamos oficialmente em novembro de 2005 a ainda me surpreendo com as novas formas que as pessoas encontram para adicionar conteúdos ao site”, relatou Chen.

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