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Motorola desenvolve terceiro celular totalmente nacional

Companhia, que completa 10 anos de pesquisa e desenvolvimento no País, afirma ter investido 280 milhões de dólares no período

Por Taís Fuoco, editora do Computerworld

20/06/2007 às 10h51

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Companhia, que completa 10 anos de pesquisa e desenvolvimento no País, afirma ter investido 280 milhões de dólares no período

A Motorola lança, nos próximos dias, um celular GSM totalmente desenvolvido no Brasil. É o terceiro desenvolvimento totalmente nacional de um aparelho, iniciativa que marca os 10 anos da área de pesquisa e desenvolvimento da companhia no País.

Segundo Rosana Fernandes, diretora da área de pesquisa e desenvolvimento da companhia americana no Brasil, nesse período foram investidos cerca de 280 milhões de dólares, "valor que supera o que a companhia teria de investir por conta da Lei de Informática", segundo ela, que afirma, não entanto, não poder revelar qual seria o porcentual acima da contrapartida da Lei.

Rosana conta que a companhia, que implantou a área de P&D em 1997 no País, passou a trazer atividades mundiais para a unidade brasileira três anos depois, em 2000. Desde então, a companhia criou no Brasil programas como o Motodev para desenvolvedores de aplicativos, o Brasil Test Center, o único centro mundial de integração e verificação de software para aparelhos da marca, o programa de desenvolvimento da plataforma PoC (Push to Talk over Cellular) e o sistema de integração global de software para aparelhos CDMA, com suporte a operadoras CDMA em todo o mundo.

Ela também tem no País um centro de excelência em mensagens (Messaging), responsável pelo software de troca de mensagens de todos os telefones da empresa, um grupo de engenharia regional responsável pelo desenvolvimento de produtos destinados à América Latina e uma equipe de desenvolvimento de ferramentas e aplicativos móveis para integração de dados de órgãos públicos.

A Motorola envolve na divisão, hoje, um grupo de 1 mil pesquisadores, entre funcionários diretos e os profissionais das universidades com quem ela tem parcerias - C.E.S.A.R. (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife); o CIn-UFPE - Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco; o Instituto Eldorado, em Campinas, e a Universidade Federal de Santa Catarina.

A diretora lembra que o primeiro desenvolvimento nacional aconteceu em 2003, quando a empresa lançou o C353, um modelo de celular no padrão TDMA que foi vendido não só no Brasil, mas para países da América Latina que utilizavam aquele padrão.

No ano passado, a companhia desenvolveu o modelo híbrido de telefone celular capaz de se conectar à rede fixa, lançado pela Brasil Telecom, mas disponível também a outras operadoras do Brasil e do exterior.

Segundo Rosana, o lançamento desse terceiro celular 'made in Brazil', cujo projeto envolveu todas as áreas de pesquisa da companhia, "completa um ciclo" para a companhia.

"Esse é o produto mais brasileiro que a Motorola desenvolveu", afirmou, já que envolveu as áreas de mensagem, testes, software e integração e ainda será produzido na fábrica de Jaguariúna (SP).

O primeiro cliente desse celular, inclusive, não é brasileiro, mas, sim, uma operadora mexicana. "Em seguida ele começa a ser vendido no Brasil", acrescentou.

Mundialmente, o grupo faturou 42,9 bilhões de dólares em 2006. No Brasil, a companhia afirma já ter aplicado mais de 500 milhões de dólares desde a implantação da subsidiária, em 1995.

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