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EUA, Japão e Taiwan lideram arrecadação pela inovação do iPod

Estudo indica que, dos US$ 299 cobrados por iPod Video de 30 GB, US$ 163 ficam nos EUA, enquanto US$ 73 vêm de empresas japonesas

Por Redação do IDG Now!

28/06/2007 às 14h24

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Estudo indica que, dos US$ 299 cobrados por iPod Video de 30 GB, US$ 163 ficam nos EUA, enquanto US$ 73 vêm de empresas japonesas

Por mais que seja fabricado por uma empresa norte-americana, os custos de fabricação de um iPod se espalham por países como Japão, Coréia, Cingapura e Reino Unidos, conforme afirma estudo divulgado nesta quinta-feira (28/05) pela Universidade da Califórnia.

Os três pesquisadores responsáveis pelo estudo (Greg Linden, Kenneth Kraemer e Jason Dedrick) usaram dados da consultoria Portelligent para tentar rastrear onde cada uma das 451 partes do tocador são feitas mundialmente e, com isto, apontar os principais países que se beneficiam pela inovação tecnológica do player da Apple.

Para o estudo, a universidade usou como modelo o iPod de 30 GB, avaliado em 299 dólares no mercado norte-americano.

As duas partes mais caras do modelo de 30 GB do iPod vêm do Japão - o disco rígido, que custa 73,39 dólares, é feito pela Toshiba, enquanto o display, estimado em 20,39 dólares, é produzido pela joint venture Toshiba-Matsushita.

O grupo, no entanto, afirma ter dificuldades em determinar exatamente quais são as nações que mais lucram com as vendas do tocador, que ultrapassaram 100 milhões de unidades em abril, em razão da terceirização de componentes.

Mesmo que o chip multimídia e de vídeo do iPod venha da norte-americana Broadcom, a empresa tem contratos para fabricá-los em Taiwan ou Cingapura, segundo o estudo, o que torna impreciso a distribuição exata da inovação.

Mesmo com a grande participação de empresas asiáticas na fabricação de componentes e montagem do iPod, são os Estados Unidos que mais lucram no processo, principalmente pelo lucro que a Apple leva no player.

O grupo estima que 80 dólares do preço de cada iPod de 30 GB é destinado à Apple como margem de lucro, enquanto mais 75 dólares ficam nos Estados Unidos por conta de frete e 8 dólares para fabricantes norte-americanos.

Por fim, a pesquisa afirma que os Estados Unidos, mesmo com a alta distribuição de fabricantes pelo mundo, continuam detendo grande parte da inovação na tecnologia atual.

O cenário, no entanto, pode mudar, "caso as empresas percam o foco", o que pode fazer com que "o sistema de inovação global saia rapidamente dos Estados Unidos".

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