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Onze poréns do iPhone

Rede de dados lenta e bateria embutida são algumas das desvantagens a levar em conta antes de se render à grande sensação do momento

Por Redação PC WORLD (EUA)

29/06/2007 às 0h05

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Rede de dados lenta e bateria embutida são algumas das desvantagens a levar em conta antes de se render à grande sensação do momento

iphone_capa_100Quer um iPhone? Lógico, todo mundo quer. Esse prazer, por enquanto, está restrito aos clientes da AT&T, nos Estados Unidos.

Mas não se pode negar que o equipamento é legal, inovador e até símbolo de status.

Em meio ao alvoroço gerado pelo lançamento do aparelho, é fácil se deixar levar e esquecer que a nova sensação da Apple também tem suas desvantagens.

Ainda não colocamos as mãos no rei dos celulares – privilégio de poucos, mas com base nas informações existentes, fica evidente que muitos usuários terão problemas com o iPhone.

Assim, sugerimos levar em conta os fatores abaixo antes de decidir comprar o seu iPhone (isso se a Apple decidir vendê-lo por aqui):

Conexão lenta
iPhoneQuando a rede Edge da AT&T surgiu em 2005, ela pareceu bem veloz, com seus taxa de até 100 KB por segundo.

Mas hoje, com tecnologias 3G obtendo centenas de kbps, a decisão da Apple de não dar suporte à rede 3G UMTS-HSDPA da AT&T parece não mostrar visão – especialmente pensando no investimento do iPhone em nova tecnologia de navegação em rede que não sofre dos compromissos de um browser móvel.

Em nossos limitados testes práticos realizados há alguns meses, baixar a capa do New York Times via EDGE levou alguns segundos. A AT&T percebeu o problema em potencial e anunciou upgrades para sua rede EDGE até o lançamento do iPhone.

E, claro, o iPhone terá suporte Wi-Fi, o que vai tornar o carregamento de páginas muito mais prático se você estiver captando sinal de algum hotspot.

Aplicativos extras
iPhone flashMuitos usuários de celulares tiram mais proveito dos aplicativos que baixaram nos seus aparelhos do que os que já vêm instalados ou são oferecidos pelas operadoras.

Quando o iPhone foi anunciado, aplicativos terceirizados pareciam fora de cogitação, o que gerou até protestos online.

Agora, a Apple afirma que desenvolvedores podem criar aplicativos para o iPhone que rodem no Safari.

Implicações disso: primeiro, esses aplicativos podem ficar limitados devido à lenta conexão EDGE do iPhone.

Segundo, muitos desenvolvedores parecem odiar criar algo no Safari. Como comentou um membro dos fóruns da PC World estadunidense: “como desenvolvedor, temos mais problemas projetando algo no Safari do que em outra plataforma”.

Usabilidade
O software de teclado do iPhone, com suas imagens de teclas na tela, pode funcionar bem na demonstração de Steve Jobs, mas pode se provar problemático para aqueles que se acostumaram a usar com rapidez de aparelhos como BlackBerry, Treo, Motorola Q ou PDAs e seus teclados QWERTY.

Um editor da PC WORLD (EUA) não teve uma boa experiência quando tentou teclar num protótipo do iPhone em janeiro: mesmo a inserção do texto mais previsível torna-se inconveniente com a sugestão de caracteres incorretos. E o que fazer quando o teclado em tela cobre o texto do e-mail que você está tentando responder?

A questão do preço
Você provavelmente já ouviu o preço: 500 dólares pelo modelo de 4 GB; e 600 dólares pelo de 8 GB.

Mas o que muitos não calcularam foram os outros custos relacionados. São dois anos de contrato com a AT&T, com custo mensal médio de 60 dólares.

E, diferentemente de quase todo celular no mundo, assinar um contrato não diminui o preço. Isso é só parte do processo. Em caso de rompimento do contrato, há multas envolvidas.

Por fim, a AT&T não é conhecida pela excelência do serviço que oferece.

Uso profissional
É certo que muitos executivos e empresários vão querer um iPhone, porém, ele não oferece muitos dos recursos que outros smartphones têm. 

BlackBerry, Windows Mobile, Palm e Symbian - por exemplo - oferecem um boa lista de atributos que o iPhone não oferece, pelo menos no lançamento.

Por exemplo, para se conectar a servidores Exchange, o iPhone vai precisar de um trade-off, o que pode deixar seu departamento de TI um pouco nervoso. Sem falar que é impossível conectar o serviço a servidores Domino.

Depois, pode-se visualizar arquivos Word e Excel no iPhone, não se poderá editá-los.

Plug-ins de rede
iphone_capa_200A versão para o iPhone do Safari não vai se transformar no melhor browser para telefone que existe.

Primeiro porque não oferece os plug-ins, players e outras melhorias que muitos sites de hoje requerem. Sem suporte a Java, Windows Media, Real e Flash Vídeo será difícil o iPhone oferecer uma experiência web completa.

Mesmo a capacidade de exibir vídeos do YouTube não irá permitir acesso completo ao catálogo do site, pelo menos de início.

Autonomia
A Apple afirma que a bateria do iPhone suporta 8 horas de conversação, até 250 h em espera, até 6 h de uso de internet, até 7 h de reprodução de vídeo ou 24 h de áudio.

Sem colocar as mãos no equipamento, fica difícil comprovar esses tempos.

A página de especificações da Apple afirma que as 8 h de conversação foram obtidas com “o atributo Wi-Fi Ask To Join Networks desligado”. Então como o Wi-Fi estava desabilitado quando a conversação foi testada?

A Apple também não deixou claro que combinação de Wi-Fi 802.11b/g e EDGE foi empregada para atingir 7 h de uso de internet.

Os Macs possuem boas configurações para gerenciamento de energia, mas o que o iPhone vai oferecer? Até que se saiba mais, é melhor andar com o carregador na mala.

Limites da bateria
Assim como no iPod, a bateria do iPhone esta fechada num case superfino, entre apertados componentes eletrônicos e atrás de uma superfície de transparente. Qualquer possibilidade de substitui-la você mesmo, deve acabar com a garantia do produto.

Alvo fácil
Todo mundo quer um iPhone, inclusive os ladrões.

iPhone flashTela suja
O ideal é ter as mãos limpas antes de usar o iPhone. Mesmo assim, será impossível manter o display limpo o tempo todo.

Sem mensagens instantâneas
Os chats e conversas vão ficar limitados aos torpedos SMS.

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