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Estudo diz que número de spams aumentou 540% desde 2005

Pesquisa da Trend Micro ouviu 1,6 mil usuários corporativos dos EUA, Alemanha e Japão. Ameaças digitais cresceram 163%

Por Redação do Computerworld

29/06/2007 às 11h03

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Pesquisa da Trend Micro ouviu 1,6 mil usuários corporativos dos EUA, Alemanha e Japão. Ameaças digitais cresceram 163%

As ameaças web aumentaram 540% entre janeiro de 2005 e janeiro de 2007 e as ameaças digitais 163% entre dezembro de 2005 e novembro de 2006, segundo estudo realizado pela Trend Micro sobre a percepção e experiências dos usuários finais corporativos em relação à segurança.

Para chegar às conclusões, a empresa ouviu 1,6 mil usuários finais corporativos dos EUA, Japão, Reino Unido e Alemanha. Os resultados apontam para um crescimento no número de spams entre 2005 e 2007, embora menos usuários finais corporativos nos Estados Unidos reconheçam ter recebido spam.

Os usuários entrevistados no Reino Unido percebem em geral que as ameaças à segurança são menos sérias em 2007 do que em 2005. Já os usuários alemães consideram que todas as ameaças em 2007 são mais sérias em comparação a 2005.
A pesquisa mostra que os usuários finais podem não estar tão preocupados com a gravidade das ameaças devido à discrição e invisibilidade de muitas novas rotinas de infecção.

Em escala mundial, ainda de acordo com o estudo, os usuários finais estão mais conscientes de que os vírus, o spam e o spyware continuam sendo ameaças para a segurança. Em particular, a consciência do risco dos spywares cresceu consideravelmente no Japão de cerca de 76% em 2005 para cerca de 93% em 2007.

Embora quatro em cada 10 entrevistados em todos os países tenham indicado que receberam mais spam nos últimos três meses, quando comparado ao estudo de 2005, os entrevistados nos Estados Unidos reportaram uma redução geral no porcentual de spam que receberam (84% em 2005 em comparação a 72% em 2007).

Por outro lado, a monitoração do spam da empresa indica um aumento importante na quantidade de mensagens não-desejadas em francês e alemão entre maio e agosto de 2006, quando o spam flutuou entre 1 milhão e 6 milhões de mensagens por mês - tendência que caiu depois para entre 7 mil e 10 mil mensagens por mês.

De setembro a dezembro de 2006, a quantidade de spam em japonês chegou a quase 1 milhão, mas os números hoje foram revertidos para uma média de 350 mil por mês. O spam em inglês chegou a quase 39 milhões em agosto de 2006, e agora reduziu à média de 2 milhões por mês.

A flutuação na quantidade de mensagens não-desejadas registrada pela companhia deve-se ao crescimento do spam de imagens e também à introdução de novas tecnologias como a que é capaz de identificar e bloquear o spam de imagens.

O porcentual de entrevistados que receberam spywares reduziu-se nos Estados Unidos (41% em 2005 contra 35% em 2007) e Alemanha (23% em 2005 contra 19% em 2007), mas mais notavelmente no Reino Unido (42% em 2005 contra 26% em 2007). Como ocorre com o spam, é provável que a isso aconteça devido a complexidade e sofisticação dos ataques e ao fato dos usuários finais não conseguirem identificar o novo código malicioso instalado sem seu conhecimento.

O roubo de identidade, a perda de informações pessoais e as violações à privacidade são as principais preocupações associadas ao phishing, pharming e spyware. A perda de desempenho de seus computadores ou de produtividade são as maiores preocupações em relação ao spam, aos vírus e aos trojans. Os downloads de códigos maliciosos também são uma preocupação chave associada aos vírus, trojans e ameaças web.

Dado o crescimento no número e sofisticação dos ataques de spam e phishing, a Trend Micro sugere que as companhias continuem a realizar programas de educação para usuários finais corporativos. Além de ser um inconveniente para os usuários, os ataques de spam e phishing frequentemente incluem links para sites de internet que hospedam ameaças maliciosas como spywares.

Segundo a companhia, embora os usuários finais em certos países reconheçam a gravidade das ameaças, é mais provável que corram riscos e abram documentos suspeitos ou cliquem em links pouco confiáveis a partir de seus computadores corporativos. A empresa afirma que provavelmente devido à disponibilidade e à dependência dos grupos de suporte no ambiente corporativo, sintam-se menos responsáveis pelos hábitos e práticas de segurança no trabalho, e mais culpados por seus computadores domésticos quando se trata de sua segurança pessoal.

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