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Nova York planeja instalar 3 mil câmeras de vigilância no trânsito

Até o final do ano, mais de 100 câmeras vão monitorar o tráfego de carros na parte Sul da ilha de Manhattan, coração da cidade

Por Redação do IDG Now!

10/07/2007 às 14h07

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Até o final do ano, mais de 100 câmeras vão monitorar o tráfego de carros na parte Sul da ilha de Manhattan, coração da cidade

Até o final do ano, mais de 100 câmeras vão monitorar o tráfego de carros na parte Sul da ilha de Manhattan, coração da cidade de Nova York, inaugurando um novo estilo de monitoramento nos Estados Unidos, reportou o New York Times.

O plano é inspirado no Anel de Aço (Ring of Steel), em Londres, uma ampla rede de câmeras e bloqueios rodoviários criada para localizar e deter terroristas. O sistema ajudou a deter suspeitos dos atentados ao metrô de Londres em 2005 e das tentativas de detonar bombas na cidade no último mês.

Se o programa de Nova York for integralmente financiado, ele vai incluir 3 mil câmeras de segurança públicas e privadas instaladas na Canal Street, principal via da cidade, bem como um centro com policiais e seguranças, além de bloqueios móveis de trânsito.

Segundo o responsável pela Polícia de Nova York, Raymond W. Kelly, o departamento já conseguiu 25 milhões de dólares dos 90 milhões de dólares necessários para financiar o projeto - sendo 15 milhões de dólares do Departamento de Segurança Nacional e 10 milhões de dólares da cidade.

A verba é suficiente para instalar 116 leitores de placas de automóveis em locais fixos e móveis, incluindo carros e helicópteros, nos próximos meses. Os leitores vão verificar as placas de veículos e enviar alertas de automóveis suspeitos.

Ao contrário das 250 câmeras instaladas atualmente pela polícia para monitorar áreas de concentração de crimes, que capturam imagens que têm que ser baixadas, os equipamentos vão transmitir imagens em tempo real.

A operação vai custar 8 milhões de dólares para funcionar no primeiro ano, segundo Kelly. O Departamento de Polícia está considerando também usar tecnologias de reconhecimento de face para comparar as imagens a bases de dados eletrônicas. A operação deve estar funcionando completa até 2010.

Advogados das liberdades civis estão preocupados com o mal-uso da tecnologia que vai rastrear o movimento de milhares de carros e pessoas.

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