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Megapixels: entenda o efeito da resolução na fotografia digital

Evolução frenética das câmeras digitais confere status aos megapixels, mas a qualidade de sua foto não depende apenas deles

Por Cauã Taborda, especial para o IDG Now!

13/07/2007 às 11h58

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Evolução frenética das câmeras digitais confere status aos megapixels, mas a qualidade de sua foto não depende apenas deles

fotomelhor“Quando se manda ampliar uma imagem de uma câmera digital e ela não fica boa, isso acontece porque ela tem poucos megapixels (MP)”. Quem já não escutou isso de algum vendedor ou laboratório de revelação? Apesar de o número de MPs ser referente à qualidade final da imagem, a afirmação não é totalmente verdadeira.

As câmeras convencionais captam a luz e a projetam no filme. A câmera digital funciona exatamente da mesma maneira, mas no lugar do filme há um sensor, responsável por capturar a luz, convertê-la em informação digital que será gravada na memória da câmera (ou cartões de memória), e posteriormente transferida para um computador.

A quantidade de megapixels presente em uma imagem diz respeito à quantidade de pontos de cor, ou luz, que a câmera pode capturar no sensor. A título comparativo, uma câmera digital precisaria ter cerca de 20 MP para oferecer a mesma capacidade de registro da luz dos filmes em película convencional (35 milímetros).

O que se costuma fazer é estabelecer a seguinte relação: quanto mais megapixels, mais cor, mais luz e mais qualidade. Porém, isso não é totalmente verdade.

A quantidade de luz captada varia também de acordo com o tamanho dos sensores nas máquinas, e dos pixels nos sensores, cada vez menores.

Sensores e pixels menores estão mais sujeitos a interferência eletromagnética, também chamado ruído, responsável por aqueles pontos sem resolução nas imagens.

Sensibilidade
Existem no mercado dois tipos de sensores, o CCD (Charge Coupled Device) e o CMOS (Complementary Metal Oxide Semiconductor). As máquinas compactas, há mais tempo no mercado, utilizam em sua maioria o CCD.

O padrão CMOS, destinado às máquinas profissionais, consome menos energia, contém pixels maiores, porém não está num estágio tão avançado quanto o CCD. “O CMOS é a grande promessa”, afirma Maurício Guarnieri, Analista de Produto da Panasonic Brasil. Segundo Guarnieri, criou-se um mito em relação à quantidade de MP de uma câmera.

“A qualidade da imagem depende de uma série de fatores, a quantidade de MP é um deles [...]. A quantidade de MP aumentou tanto que acabou virando status”, diz.

Contudo, qualidade da lente, tamanho do sensor e de seus pixels e velocidade de processamento são os fatores que influenciam diretamente na qualidade final da imagem. O processamento, além do tempo necessário para registro da imagem na memória da câmera, é responsável pelas alterações mais marcantes, quando se leva em conta a qualidade para impressão.

Formato
Quando o sensor capta a imagem, o processador da máquina irá gravá-la na memória em algum dos formatos de arquivo, geralmente JPEG (menor em tamanho e qualidade) ou em TIFF (formato com maior qualidade e tamanho).

O arquivo salvo em JPEG é comprimido, isso significa que mais de 20% das informações de cor, ou luz, referentes à imagem capturada se perdem. Contudo, esse efeito só é percebido em grandes ampliações e pouco afeta o usuário comum.

“Uma máquina digital de 3 MP [de resolução] consegue tranqüilamente gerar uma foto de boa qualidade em tamanho A4”, afirma a repórter fotográfica Carol Guedes.

Segundo a fotógrafa, o que leva o consumidor a adquirir sua primeira máquina digital, é a praticidade em abandonar o uso de filmes, conseguindo tirar mais fotos sem dor de cabeça e enviá-las por e-mail. Este tipo de consumidor está acostumado a impressões em tamanho 10x15 cm, o que uma máquina de até 5 MP consegue realizar tranquilamente.

O que ocorre hoje é que muitos consumidores que trocam seu equipamento digital são mais críticos, procurando máquinas que não apresentem as limitações do equipamento antigo.

Para esses usuários, o mercado se prepara oferecendo estabilizadores de imagem, baterias que duram mais tempo, cartões de memória com maior capacidade de armazenamento e máquinas com processamento mais veloz, disparo contínuo (fotos em seqüência) e inevitavelmente, mais megapixels e máquinas totalmente automáticas.

A velocidade de captura da imagem geralmente é lenta devido ao tempo que se leva pra gravá-la no cartão. Para máquinas com cartões SD, há no mercado os cartões SDHC, com uma velocidade maior de processamento.

Portanto, para consumidores iniciantes, que não necessitam de ampliações acima do tamanho A4, são recomendadas máquinas de até 5 MP. Ter uma “sobra” de MP é importante para realizar ajustes após a imagem ter sido capturada, como remover uma pessoa muito afastada, redimensionando a imagem.

Dicas para obter melhores fotos

  • Sensibilidade: fique atento ao ISO (índice ASA, em português) utilizado. Números abaixo de 100 exigem mais luz para registrar a imagem adequadamente, porém resultam em fotos de melhor qualidade.
  • Zoom: cuidado ao utilizar o zoom digital. Enquanto que o zoom óptico, resultante do conjunto de lentes da câmera costuma afetar apenas a luminosidade e campo visual, o zoom digital afeta a qualidade da imagem capturada. Uma imagem que normalmente seria captada com 5 MP fica com cerca de 2 MP quando se usa o zoom digital.
  • Explore os recursos: busque conhecer as funções de sua câmera. Alterar o balanço de branco (White Balance) pode trazer ótimos efeitos quando se pretende tirar a foto de uma paisagem, por exemplo; e escolher o tipo de iluminação adequado - luz do dia, sombra, tungstênio (incandescente) ou fluorescente - influenciam diretamente na qualidade das cores.
  • Formato: se o objetivo é imprimir as imagens posteriormente, opte por um formato de maior qualidade.
  • Tratamento: uma boa edição no Photoshop (ou outro programa de edição de imagens) antes de mandar as fotos para o laboratório também é bem-vinda. Caso tenha feito alguma edição nas imagens, lembre-se de solicitar para que o laboratorista não as altere, caso contrário todo trabalho será prejudicado.

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