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Operadoras querem levar rede ao Metrô SP até dezembro

Vivo, TIM e Claro receberam aval de Unicel e Nextel para formarem um único consórcio e compartilharem os custos da implantação da rede

Por Taís Fuoco, editora do Computerworld

20/07/2007 às 11h36

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Vivo, TIM e Claro receberam aval de Unicel e Nextel para formarem um único consórcio e compartilharem os custos da implantação da rede

As operadoras de celular que atuam no estado de São Paulo pretendem se unir para dividir os custos de implantação de uma rede de telefonia móvel na infra-estrutura do metrô paulista. Desta forma, os cerca de 3 milhões de usuários dos trens subterrâneos poderão falar ao celular durante o trajeto a partir de dezembro deste ano.

A Companhia do Metropolitano de São Paulo lançou um chamamento público no qual as interessadas em implantar a estrutura podem se inscrever até o dia 10 de agosto. As propostas serão abertas no dia 13 do mesmo mês, quando a documentação e habilitação de cada uma será avaliada pela equipe técnica do metrô.

Segundo Sérgio Assenço, vice-presidente de regulamentação da Vivo, a principal exigência do processo é que a companhia tenha uma licença de Serviço Móvel Pessoal (SMP) da Anatel. "Assim, evita-se que um aventureito queira disputar o negócio", afirmou.

Além disso, a companhia vai exigir uma remuneração mensal da operadora escolhida para explorar o serviço em nome da utilização da infra-estrutura do metrô.

Como não há impedimento para a formação de consórcios, Assenço explica que as operadoras decidiram se unir para dividir os custos. Vivo, Claro e TIM já haviam concordado com a proposta e decidiram chamar também a Nextel e a Unicel - esta ainda em vias de dar início à implantação dos seus serviços, já que foi habilitada no último leilão realizado pela Anatel, no início deste ano.

Ambas concordaram, segundo o executivo da Vivo e, por isso, agora as empresas trabalham na criação de um memorando de entendimento. Cada uma, entretanto, assinará um contrato em separado com a Companhia do Metropolitano e, por isso, cada uma pagará a mensalidade de cerca de 73 mil reais pelo uso da infra-estrutura.

Os custos para a montagem da rede de telefonia móvel estão estimados entre 12 milhões e 15 milhões de dólares, de acordo com Assenço. Segundo ele, a Companhia do Metropolitano vai deixar uma 'janela' de quatro a cinco horas nas madrugadas para as operadoras trabalharem.

Por isso, ele acredita que não será possível concluir todo o processo este ano. "Todas as estações, no entanto, já estarão cobertas até essa data", explicou. Até o primeiro trimestre de 2008, ele espera concluir a rede em 100% dos túneis subterrâneos.

Na avaliação de Assenço, com o modelo do consórcio entre as operadoras "será um
bom negócio para todos os lados". Se cada uma tivesse de bancar sozinha a montagem de sua rede, "ficaria inviável", diz ele.

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