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Ataques utilizando ransonware partem de um mesmo grupo de hackers

Novas versões de pragas que capturam arquivos e exigem resgate para liberá-los estão associadas a mesmo site hospedado na Rússia

Por John E. Dunn, para o IDG Now!*

30/07/2007 às 15h26

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Novas versões de pragas que capturam arquivos e exigem resgate para liberá-los estão associadas a mesmo site hospedado na Rússia

Os mais eficientes ransomwares - programas que capturam arquivos e exigem "resgate" dos mesmos - lançados recentemente na rede podem ser fruto de um mesmo grupo de hackers, apontam análises de especialistas.

Na última semana, um ransomware foi identificado por pesquisadores de segurança, rapidamente identificado como uma versão do GpCode, lançado em 2005 e associado a um site russo.

Assim como seu antecessor, o trojan nomeado “Glamour” codifica os arquivos do PC que infecta, exigindo o pagamento de 300 dólares por uma senha que decodifica o sistema.

Uma análise da equipe de pesquisa da Secure Science Corporation (SSC) apontou várias semelhanças entre o malware e uma outra versão do GpCode, que surgiu em 2006. Das 168 funcionalidades identificadas, 63 são idênticas à versão de 2006.

“Os resultados indicam que os dois ramsonwares, encontrados num intervalo de seis meses, são originados da mesma fonte. Isso significa que os autores originais estão modificando o código, ou venderam a um outro grupo, que passou a ser responsável pelas modificações”, afirmam os pesquisadores.

Em outras palavras, os ataques estão sendo proferidos por uma mesmo grupo, ou uma rede de grupos parceiros. Nessa onda de ataques, um período curto foi oferecido às vítimas. A data do malware é 5 de julho, a data limite para o pagamento seria 15 de julho.

A SSC ainda encontrou provas da eficiência do GpCode. “Em oito meses, recuperamos arquivos de 51 sites únicos de distribuição. Os 14,5 milhões de arquivos vieram de 152 mil vítimas únicas”.

O novo ransomware utiliza uma técnica para codificar os arquivos parecida com a do GpCode. Várias empresas já lançaram ferramentas para reverter o problema causado
pelo último ataque.

*John E. Dunn é editor da Techworld em Londres

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