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Governo britânico certificará impressoras em dia com emissão de carbono

Com enfoque nos países subdesenvolvidos, medida envolve a plantação de três árvores ou a compensação da emissão de carbono

Por Chris Mellor, para o IDG Now!*

30/07/2007 às 15h40

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Com enfoque nos países subdesenvolvidos, medida envolve a plantação de três árvores ou a compensação da emissão de carbono

O governo do Reino Unido está desenvolvendo uma marca de qualidade que certificará como “confiáveis” os produtos de impressão que colaboram com a redução de emissões de carbono. A medida entrará em vigor ainda este ano.

O governo prefere a redução direta da emissão de carbono, mas as impressões são viáveis justamente quando a redução direta é impraticável. Empresas como a Dell e 3PAR adquirem sistemas de impressão que utilizam carbono para tornar o uso de seus produtos neutros em emissões - através da compensação com planos de redução.

Os planos consistem em compensar a emissão de carbono de uma empresa através do investimento em planos de redução de emissões, proporcionais ao que é emitido. O enfoque dos planos é nos países subdesenvolvidos, e envolve a plantação de três árvores ou baixa emissão de energia.

O departamento de Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Desperdício (DEFRA, do inglês Department for Environment, Food and Rural Affairs), afirma que a impressão que utiliza carbono precisa que seja feito o cálculo das emissões e, então, a aquisição de créditos de projetos de redução ou remoção de emissões de carbono. Isto seria equivalente à reposição, em outro local, da quantidade emitida pela empresa.

Tanto as empresas quanto o governo têm interesse em desenvolver um código de prática, o que rendeu um relatório com recomendações - nas quais o código será baseado.

O ministro do DEFRA, Joan Ruddock, declarou que “as pessoas precisam ter certeza quando elas compram um produto de impressão, de que a redução de emissões realmente está ocorrendo, o que justifica o desenvolvimento deste código”. O ministro afirmou ainda que os produtos autorizados serão acompanhados por uma marca de qualidade.

Contudo, a credibilidade dos planos diminui pelo fato de que os resultados não podem ser verificados e, portanto, não valeriam a pena. Também é questionado se um ciclo natural não alcançaria as três plantações por si só.

Comercialmente, há dois tipos de impressão que utilizam carbono. Os Créditos Certificados de Emissão (CER, do inglês Certified Emission Credits) são produzidos, vetados e regulados sob a proteção do protocolo de Kyoto, além de um plano equivalente na União Européia.

Há também o menos rigoroso Redutor de Emissões Voluntárias (VER, do inglês Voluntary Emission Reductions). Muitos dos 166 contribuintes da consultoria DEFRA pressionaram pela sua inclusão.

Porém, o rascunho dos planos excluiu os VERs. O DEFRA afirmou que, “dos interessados, 47 disseram que, se o código quiser alcançar seus objetivos, os VERs devem ser inclusos”.

As impressões que se encaixam no nível do Kyoto são muito caras e, impressões mais baratas, menos reguladoras, como os VERs, precisam ser inclusas no código para conseguirem maior apoio das empresas.

Analistas ambientais, como George Monbiot, dizem que a medida é inútil, pois comprá-las como forma de reduzir as emissões de carbono é como mexer a comida pelo prato, pensando que a comeu.

*Chris Mellor é editor da Techworld em Londres

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