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WiMax e os leilões de licença de uso

Entenda as questões burocráticas por trás da adoção da nova tecnologia

Ceila Santos

03/08/2007 às 18h25

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Entenda as questões burocráticas por trás da adoção da nova tecnologia

O tão anunciado WiMax, que é mais veloz que a chamada terceira geração (3G) e permite maior  cobertura que o Wi-Fi, também opera em faixas de freqüências licenciadas como  3,5 GHz e 10,5 GHz. Ou seja, precisa de uma licitação feita pela Anatel, que determina os critérios de quais empresas podem participar e quais áreas serão licitadas no evento. Leva quem tiver o maior poder de barganha.

O primeiro leilão das licenças 3,5 GHz e 10,5 GHz (realizado em fevereiro de 2003) não teve muitos interessados nem criou polêmica porque na época ainda não se falava das vantagens da tecnologia WiMax. As empresas que têm as licenças de uso dessas freqüências são Telmex, Neovia, Brasil Telecom, WKVE e o Grupo Editorial Sinos. A Neovia é a única empresa que  anunciou investimento em WiMax e atende 35 mil usuários com 5 mil pontos de presença em 52 municípios, na Grande São Paulo e nas regiões metropolitanas de São José dos Campos, Campinas, Sorocaba e Ribeirão Preto.

Naquela época, sobraram licenças para a faixa de 3,5 GHz e 10,5 GHz por falta de interesse das empresas. Por isso, a Anatel promoveu um novo leilão, porém restringiu a participação das concessionárias de telefonia como Telefônica, Telemar e Brasil Telecom, as quais não aceitaram não poder participar nas regiões onde são donas de mais de 90% da telefonia fixa. Por isso, o leilão foi suspenso e ainda não há uma data oficial de quando haverá o leilão conhecido como o da banda larga móvel, ou leilão do WiMax.

O grande interesse das operadoras e os demais concorrentes do mercado é utilizar tais faixas de freqüência para oferta da banda larga com velocidade de até 75 Mbps com mobilidade, assim como funcionam as redes da telefonia celular. Trata-se do padrão WiMax móvel, que ainda não tem terminais disponíveis para usuários, mas já tem os equipamentos de rede para as operadoras e pode ser oferecido à população como serviço de banda larga tradicional.

Paralelamente, as operadoras de celular que pagaram pelas faixas de freqüência em que operam suas redes de telefonia têm a chance de expandir o uso do espectro com a licitação da faixa destinada à terceira geração. Uma das tecnologias previstas para o uso nesta faixa de freqüência é UMTS/HSDPA - uma evolução da rede Edge disponível hoje pelas operadoras Claro, Tim, Oi e Telemig/Amazônia Celular. A Vivo que opera em outra faixa de freqüência, conhecida como 850 MHz, já oferece padrão considerado de terceira geração, o chamado EV-DO, que permite velocidades de até 2,4 Mbps. Este leilão acaba de entrar em consulta pública e, caso seja aceito pela sociedade, pode ser aberto em breve pela Anatel.

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