Home > Notícias

Financiamento caro ainda inibe mercado brasileiro de PCs, diz Intel

Apesar da constante queda de preços, empresa afirma que crescimento potencial do setor poderia ser maior com queda de juros

Alexandre Scaglia, editor executivo do Computerworld

03/08/2007 às 19h41

Foto:

Apesar da constante queda de preços, empresa afirma que crescimento potencial do setor poderia ser maior com queda de juros

Estimado hoje como 5º maior mercado global de desktops – e com
potencial para ser o 3º maior em volume de computadores em 2010 –, o
Brasil poderia ter uma participação ainda mais significativa no cenário
global se houvesse uma oferta melhor de financiamento.

“O
financiamento disponível no País ainda é caro hoje em dia”, afirma
Ricardo Carreón, diretor geral para América Latina da Intel. O
executivo afirma que em outros países da região, como a Colômbia, há
até a possibilidade de comprar computadores com taxas de juros próximas
a 0%.

Atualmente, as vendas do mercado nacional estão divididas,
aproximadamente, em 45% para usuários finais, e 55% para empresas e
governo. Mas a tendência é de mudança no cenário. “Até 2011 as vendas
devem chegar ao equilibro”, diz Carreón.

Entre os fatores para
essa mudança, além da oferta de financiamento, Oscar Clarke, presidente
da Intel no Brasil, indica o fortalecimento do real frente ao dólar, o
combate ao mercado cinza e os incentivos fiscais advindos do programa
Computador para Todos, do governo federal.

“Havia quem dizia
que o governo ia perder receita, mas com o aumento de volume de vendas,
o potencial é de aumento. Iniciativas assim aproximam o preço dos
equipamentos legais, com garantia e procedência, dos produtos ilegais,
o que vai funcionar para matar o mercado cinza”, acredita.

Ao
mesmo tempo em que trabalha para incentivar a inclusão digital na base
da pirâmide – onde “há um mercado enorme”, diz Clarke –, a Intel ataca
o mercado corporativo com ações para garantir os investimentos nos
setores de maior sofisticação.

Exemplo disso é o contrato anunciado
hoje, entre o Bradesco e a Semp-Toshiba, para a aquisição de 50 mil
computadores baseados na tecnologia vPro de processamento.

“Inicialmente,
esse seria um negócio envolvendo máquinas mais básicas. Mas quando
mostramos para o Bradesco o maior poder de gerenciamento da plataforma
e o TCO do projeto no longo prazo, a decisão mudou”, detalha Elber
Mazaro, diretor de marketing da Intel.

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail