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Cinco dicas para melhorar suas fotos com câmeras digitais compactas

Conhecer as funções do seu equipamento e tomar alguns cuidados simples podem melhorar muito a qualidade das fotos digitais

Por Redação do IDG Now!, com a colaboração de Cauã Taborda

06/08/2007 às 11h30

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Conhecer as funções do seu equipamento e tomar alguns cuidados simples podem melhorar muito a qualidade das fotos digitais

dicasfoto150Na terça-feira (07/08) começa a feira PhotoImage Brasil, em São Paulo, apresentando os principais lançamentos do mundo da fotografia digital. Máquinas ultrapotentes e equipamentos profissionais estarão nos estandes. Mas esses equipamentos evoluídos em nada servem se o usuário não tiver certo conhecimento e domínio sobre a fotografia digital.

Algumas dicas simples podem ajudar as pessoas a descobrir que, muitas vezes o problema não está em adquirir um melhor equipamento, mas sim em dominar seus recursos.

As câmeras compactas, dessas que vemos aos montes em lojas especializadas, supermercados e laboratórios de revelação, podem gerar fotos muito boas, basta acertar suas configurações.

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Muitas vezes esquecemos que uma foto, tanto digital como em filme, é essencialmente luz. Compreender a cena, ajustar a câmera para absorver a luminosidade, obtendo o efeito esperado e o “olho” do fotógrafo, são os principais ingredientes para uma boa foto. Uma frase do fotógrafo Cartier Bresson ilustra bem essa relação: "Fotografar é colocar na mesma linha de mira, a cabeça, o olho e o coração".

Confira cinco dicas para ajudar a melhorar a qualidade das suas fotos.

1 -  Regulando o ISO
O International Standards Organization (ISO), ou Organização Internacional de Padrões, nada mais é que a medida da velocidade do filme. O número ISO está relacionado à quantidade de luz a ser capturada, para situações com muita luz utiliza-se o ISO 100, para se fotografar em dias nublados, o recomendado é o 400.

Quanto menor o valor do ISO, maior é a quantidade de luz que ele necessita. Quanto maior o número do ISO, maiores são os grãos de prata, no caso dos filmes. Por essa relação, quanto maior o valor do ISO, menor a quantidade de luz necessária, por conseqüência é menor também a qualidade da imagem. Essa relação se mantém nas câmeras digitais.

A maioria das máquinas digitais compactas opera com a seleção automática do ISO, mas isso pode ser alterado. Ao se indicar um local com maior ou menor luminosidade, a câmera ajusta automaticamente o ISO. Muitas vezes isso pode prejudicar a qualidade da foto. Se num dia de sol, o objeto “apontado” estiver à sombra de uma árvore, por exemplo, o ISO seria regulado para uma condição de pouca luz, estourando a luminosidade no restante da foto. O resultado seria uma daquelas fotos esbranquiçadas.

O ideal é regular o ISO manualmente durante o dia, deixando a seleção automática para a noite ou lugares fechados, com pouca luminosidade.++++
dicasfoto1502 - Balanço de branco
Este é um outro recurso que pode ser decisivo na qualidade da foto. O balanço de branco das máquinas compactas também é automático. Na maioria das câmeras o usuário pode optar entre várias “condições de luz”. Alterando essas configurações podem ser obtidas cores mais quentes, sombras mais definidas. O seletor do balanço de branco, que influi diretamente na entrada de luz, é regulado apontando o centro do quadro para um ponto na imagem, quando ativado o modo automático.

Em uma foto onde três pessoas estão abraçadas, se uma delas estiver com uma roupa branca e o centro estiver apontado para ela, toda a foto será regulada pelo balanço de branco daquele ponto, o que resultaria muitas vezes em uma menor entrada de luz, escurecendo o restante da foto.

3 - Fotos noturnas e flash
Quem já não passou pela experiência de tirar fotos com rostos muito brancos, testas brilhantes e olhos vermelhos? Esses são erros freqüentes que podem ser amenizados. A maioria das máquinas compactas conta com uma regulagem da potência do flash, normalmente em três níveis. Ajustar essa potência, diminuindo-a para o menor valor em retratos de pessoas ou objetos mais próximos pode ajudar.

Se por acaso a foto for tirada durante a noite com o flash desligado - isso é possível desativando o modo automático - a máquina levará mais tempo para processar a imagem. Em fotos de objetos estáticos, como letreiros, prédios e algumas paisagens, essa função pode render ótimas fotos.

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Mas é preciso ficar atento. Nossa mão treme muito, nessas situações, caso a pessoa não consiga reduzir com as mãos o efeito trêmulo, apoiar a máquina em alguma superfície e ativar o disparador automático é uma boa tática.

Outro modo de funcionamento semelhante é o que associa retrato e paisagens noturnas. Nestes uma pessoa ou cena num primeiro plano, e uma paisagem em segundo plano serão fotografadas à noite. Neste modo o flash é disparado, registrando a pessoa no momento em que a luz chega a ela, mas a máquina continua processando a imagem após o flash, registrando a paisagem ao fundo. Nestes casos, tremer um pouco pode ocasionar efeitos muito interessantes, constantemente utilizados por fotógrafos em casas noturnas e shows.++++
dicasfoto1504 - Formato de saída
A maioria das máquinas compactas permite que você escolha o formato de saída, isto é, o tipo de arquivo digital que será gerado. Normalmente as opções são JPEG, TIFF ou em máquinas mais avançadas o RAW. O JPEG é o formato mais comprimido, ou seja, muita informação se perde para gerar um arquivo que ocupe menos espaço. Isso reduz bastante a qualidade final da imagem.

Contudo é preciso avaliar a finalidade das fotos, pois se elas forem exibidas somente no computador, em sites ou no Flickr, o formato JPEG vai realizar bem o serviço. Mas se as fotos forem impressas, é indicado o uso de formatos com menos compressão, como o TIFF e o RAW. Esses formatos geram arquivos mais pesados, mais com mais informação de cor, resultando em melhores ampliações.

O formato RAW geralmente está disponível em câmeras profissionais. Ele grava o arquivo da maneira como é capturado pelo sensor, quase sem compressão. Outro formato que trabalha da mesma maneira é o DNG (Digital Negative), do editor de imagens Photoshop CS2.

5 - Cuidados na ampliação
É importante tomar alguns cuidados quando levar suas fotos em um laboratório. Normalmente os laboratórios realizam uma pós-edição dos arquivos, que você deve fazer utilizando algum editor como Photoshop, por exemplo, para melhorar os resultados das imagens.

O problema é que os laboratoristas podem alterar muito suas fotos, balanceando branco, cores e adicionando alguns efeitos que, em tese, melhorariam suas imagens. Isso resultaria em estragos em algumas fotos, pois a pessoa do laboratório não sabe qual foi sua intenção. Muitas vezes um contraste mais acentuado, feito propositalmente, pode ser interpretado como um erro, levando o tratador a regular a luz no editor.

O ideal é que o laboratorista seja orientado a ampliar os arquivos da maneira como eles estão, não alterando nada nas imagens. Essa é a única maneira de suas fotos serem ampliadas da maneira como você as tirou.

Alguns laboratórios, considerados mais profissionais, tomam mais cuidado com esses aspectos.

Os meios para ativar as configurações podem ser encontrados no manual das máquinas. Ler o manual todo é uma dica que se aplica não só às câmeras digitais, mais a qualquer produto.

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