Home > Notícias

“Marca 2.0” tem que ser memorável e dramática, afirma Martin Lindstrom

Guru de branding contrasta decadência da publicidade na TV em favor de anúncios que explorem novo papel central do consumidor do setor

Por Redação do IDG Now!

09/08/2007 às 14h56

Foto:

Guru de branding contrasta decadência da publicidade na TV em favor de anúncios que explorem novo papel central do consumidor do setor

O poder que as marcas experimentaram durante as décadas de 80 e 90, que levava consumidores a comparem produtos guiados pelo histórico da empresa, tem como centro, a partir da década de 2000, o próprio consumidor.

A constatação conduziu a apresentação que o guru mundial de branding Martin Lindstron, fez durante o evento Digital Age 2.0, organizado pelo IDG Brasil e pela Jump Education.

Lindstron confrontou a decadência dos comerciais de TV para a popularização de uma marca atualmente em frente à alta penetração dos anúncios conduzidos pela internet com o perfil conhecido como viral.

Segundo ele, as marcas perderam seus poderes irrefutáveis para assumirem uma postura chamada de 24/7, agindo de maneira diferente e instantânea para ser tornar interessantes o suficiente para manterem a atenção dos consumidores.

Para ilustrar, Lindstron usou desde propagandas conduzidas por grandes empresas, como virais para QuickSilver e Pepsi, como peças amadoras criadas pelo usuário que deram resultados positivos a determinadas marcas, como McDonalds e GAP.

“Se eu quero que o consumidor se dedique à minha marca, eu preciso ser dramático e memorável”, provoca ao questionar, com grande resposta, quantos dos presentes enviariam determinados virais para sua lista de contatos.

A presença de marcas contextuais, argumento que conduz seus dois livros, “Brand Sense” e “Brand Child”, é outro provável caminho que empresas terão que estudar para atrair a chamada Geração Y de novos consumidores.

A agilidade das propagandas contextuais implica também na mudança do processo de avaliação das peças, que abandonam a tradicional linearidade em favor de um planejamento interativo com forte presença de consumidores no desenvolvimento, afirma ele.

Esta confiança no consumidor, diz Lindstron, é implicância direta do seu papel central no processo de divulgação com a ascensão de ferramentas que permitem a fácil publicação de conteúdo. “Quando cada um tem uma estação de TV em casa, deve-se tomar mais cuidado, certo?”, questiona.

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail