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Busca na web: é preciso ir além das palavras

Serviços de localização na web são ótimos para texto, mas pecam na busca por conteúdo multimídia

Por Stephen Manes, especial para PC WORLD*

13/08/2007 às 15h51

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Serviços de localização na web são ótimos para texto, mas pecam na busca por conteúdo multimídia

Stephen Manes - 170x200Eu adoro buscas. É uma das coisas que os computadores podem fazer muito melhor do que nós, meros mortais.

Eu testemunhei essa mágica pela primeira vez em 1989, quando utilitários de desktop proporcionaram uma visão precisa do conteúdo do meu HD. E quando a busca chegou à internet, estabeleceu a diferença entre frustração e liberdade.

Os melhores mecanismos de busca existentes atualmente tendem a ser variações do Google, com dados baseados em texto. Se o material está publicamente disponível na rede e não enterrado em algum banco de dados, você normalmente o encontra.

Nesse sentido, resta muito pouco para a busca realizar, exceto simplificar as coisas para as pessoas que se recusam a aprender como procurar pelas palavras mais relevantes.

Mas quanto à inovação, ainda há muito que fazer. Telefones são uma plataforma promissora. O Google Mobile já funciona melhor do que diretórios online dedicados e do que a assistência paga de algumas empresas de telefonia – mas não é tão bom assim para quem precisa manter sua atenção para saber onde está indo.

O próximo passo (motivo pelo qual a Microsoft comprou a Tellme Networks) é conseguir realizar buscas via celular ativadas pela voz, em substituição ao uso das teclas.

Contudo, eu fico em dúvida. Serviços com anúncio são propensos a desperdiçar seu tempo com comerciais antes de oferecer ajuda. E mesmo numa tela, como podemos selecionar rapidamente os vários resultados obtidos quando o sistema sequer entende o que queremos?

Seja falando ou teclando, a busca de texto funciona com o que está lá: ninguém tem que categorizar algo antes de você encontrá-lo.

A próxima grande fronteira da busca envolve coisas que não são textos, como imagens, áudio e vídeo.

Quando mecanismos de busca supõem que o texto próximo à imagem descreve a figura, eles acertam algumas vezes.

Digite “dhalia” (dália, a flor, em português) na pesquisa de imagens do Google, por exemplo, e verá lindas fotos de flores e algumas ilustrações não florais de sites japoneses.

Tente o mesmo no Microsoft Live Search e a maior partes das respostas serão relacionadas ao caso ou ao filme da Dália Negra.

Ei, se eu quisesse “black dhalia” (dália negra), era isso que eu digitaria – e quando o faço, o Google mostra imagens horríveis de cadáveres e pôsteres de filmes. Essa diferença de precisão é um dos motivos pelo qual, na vida real, eu sempre uso o Google e quase nunca o Live Search.

Isso também ajuda a explicar porque a Microsoft tem oferecido recompensas para empresas se seus funcionários usarem seu serviço.

Mesmo o Google freqüentemente se desvia da base de imagens. Quando eu procuro por uma foto de alguém não famoso, obtenho imagens da capa de alguma apresentação em PowerPoint que essa pessoa fez em algum lugar. Desculpe, mas não era bem isso que eu tinha em mente.

Por enquanto, a alternativa para busca de elementos não textuais é usar tags – como nos sites estilo Flickr – nas quais os humanos assinalam palavras-chave às fotos e similares.

Funciona bem, mas se a categorização estiver errada ou ausente, uma eventual busca não será perfeita ou estará incompleta.

Mas as empresas estão experimentando várias boas idéias. O Podzinger, por exemplo, converte o podcast em texto e depois indexa todo o conteúdo.

E alguns serviços analisam clipes de TV indexando suas legendas embutidas. Mas até que alguém desenvolva um algoritmo capaz de identificar áudio e vídeo, a busca em texto continuará a oferecer os melhores resultados.

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* Stephen Manes é editor contribuinte da PC WORLD (EUA)

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