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WCF-Brasil lança cartilha de navegação segura para crianças na web

Safernet revela que volume de novas páginas de pedofilia no Orkut mais do que dobrou no 2º trimestre, em relação a 2006

Por Daniela Braun, editora do IDG Now!

14/08/2007 às 17h19

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Safernet revela que volume de novas páginas de pedofilia no Orkut mais do que dobrou no 2º trimestre, em relação a 2006

Nesta terça-feira (14/09), o Instituto WCF (World Childhood Foundation) Brasil, dedicado à proteção dos direitos da criança e do adolescente, lançou a cartilha educativa "Navegar com Segurança" para orientar pais e educadores sobre a ameaça da pedofilia e da pornografia infantil na internet.

A iniciativa inclui uma parceria com o sistema Fiesp, o Sesi e o Senai, e o apoio da organização não governamental Safernet de combate aos crimes contra os direitos humanos na rede.

"Nunca foram criadas tantas páginas sobre pornografia infantil como no primeiro semestre deste ano", alerta o advogado Thiago Tavares, presidente da Safernet, que realiza a medição desde o final de 2005.

De janeiro de 2006 a junho deste ano, o Projeto Central de Denúncias de Crimes Cibernéticos, realizado pela ONG, em parceria com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, identificou quase 45.941 perfis e comunidades únicos relacionados a crimes contra os direitos humanos na internet, sendo 93,7% ligados ao Orkut.

Comunidades e perfis ligados à pedofilia representam 39,8% das denúncias filtradas, de um total total de 636.350 denúncias recebidas no período pelo site www.denunciar.org.br. Em segundo lugar estão comunidades de apologia a crimes contra a vida (28,1%) e, em terceiro, comunidades de apologia ao neonazismo (8,03%).

No período de abril a junho de 2007, a Safernet registrou mais de 6.500 novas páginas e perfis criados no Orkut relativos à pornografia infantil (mais de 2 mil em abril, mais de 2.500 em maio e mais de 2 mil em junho).

No mesmo período do ano passado, a média de novas páginas e perfis criados foi de 2.700 (1.200 em abril, 700 em maio e 800 em junho).

A média de permanência das comunidades criminosas no ar é de 8,3 dias. "Ultimamente o Google tem agido rapidamente, mas para uma página com esse conteúdo no ar é uma eternidade", afirma Tavares.

A cartilha de 44 páginas, elaborada em dois meses com o apoio de educadores e sociólogos, também conta com uma versão online que pode ser baixada no site www.wcf.org.br.

"Nós sentimos necessidade de consolidar informações sobre pedofilia e pornografia infantil na internet, mas sobretudo de uma forma que ajudasse a educar os pais", afirma Ana Maria Drummond, diretora executiva da WCF-Brasil.

A idéia, segundo Drummond, é auxiliar os pais a conversarem com os filhos sobre os riscos da pedofilia na internet e diminuir a distância cultural com a nova geração, que já nasce conectada. "A internet não é o vilão da história (...). A questão é navegar com segurança", observa.

Inicialmente foram impressos 430 mil exemplares da cartilha, sendo que 300 mil serão distribuídos entre escolas da rede Sesi-Senai, em São Paulo, onde os diretores também terão a função de multiplicar a distribuição entre escolas públicas do País.

Os 130 mil exemplares restantes desta tiragem inicial serão distribuídos no Shopping Higienópolis, na capital Paulista. No final do mês, as salas de cinema do shopping exibem uma campanha de conscientização criada pela agência Lew Lara.

A campanha já veiculada em revistas especializadas mostra a imagem um chat em um Comunicador Instantâneo entre o que seriam supostamente duas crianças, até que uma delas fala de um brinquedo antigo, que já está fora de moda. E aí vem a mensagem: "Só adulto identifica um pedófilo. Pais, saibam o que seus filhos andam vendo na internet."

Nesta quinta-feira, a ONG Safernet e o Ministério Público Federal em São Paulo, apresentam uma pesquisa inédita sobre as denúncias de pornografia infantil na internet, com enfoque especial na comunidade Orkut, do Google.

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