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Nokia alerta que 46 milhões de suas baterias podem superaquecer

Empresa diz que conhece 100 casos em que o incidente aconteceu e que os afetados podem obter novas baterias de forma gratuita

Por James Niccolai, para o Computerworld*

14/08/2007 às 14h17

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Empresa diz que conhece 100 casos em que o incidente aconteceu e que os afetados podem obter novas baterias de forma gratuita

A fabricantes de aparelhos celulares Nokia se dispôs nesta terça-feira (14/08) a recolocar 46 milhões de suas baterias usadas em aparelhos móveis por novas de outro fabricante, porque há um risco de que elas superaqueçam.

Os equipamentos com falhas foram fabricados pela japonesa Matsushita Battery Industrial e vendidas em grande escala por um baixo custo para os telefones da Nokia da família N91 e E60.

No Brasil, segundo a assessoria de imprensa, não houve remessa oficial de aparelhos com essa bateria, mas eventualmente terminais importados pelos usuários podem usá-la. Consumidores podem tirar suas dúvidas sobre este caso no telefone 0800-7701282.

A Nokia diz que “em casos muito raros” um pequeno circuito pode causar às baterias de marca Nokia BL-5C um superaquecimento enquanto estiverem sendo recarregadas. A empresa diz que conhece cerca de 100 incidentes até agora, lembrando que nenhum causou danos maiores.

As pessoas envolvidas com o problema podem obter baterias novas de forma gratuita, segundo a Nokia. No web site da companhia estão listados os modelos de telefones em que foram usadas as baterias e há ainda uma descrição sobre como agir caso o usuário seja um dos afetados.

De acordo com a fabricante, diversas empresas fornecem componentes para suas baterias BL-5C e cerca de 300 milhões de BL-5C foram produzidos no total. O problema existe somente nos 46 milhões de equipamentos fabricados pela Matsushita entre dezembro de 2005 e novembro de 2006.

A fabricante finlandesa tem diversos fornecedores das baterias BL-5C e não espera qualquer tipo de problema com fornecimento, afirmou Holmlund. No total, os parceiros fabricaram cerca de 300 milhões de acessórios, afirmou a Nokia.

O problema existe apenas em baterias da Matsushita fabricadas entre dezembro de 2005 e novembro de 2006, com telefones vendidos em todo o mundo durante o mesmo período, disse.

A Nokia reportou ter vendido 347 milhões de telefones em 2006, o que faz de 46 milhões uma proporção significante das suas vendas anuais. "É cerca de 10% de todos os gadgets vendidos, mas estamos falando sobre 100 incidentes, o que é apenas uma pequena proporção", defende a executiva.

A Nokia espera que a Matsushita cumpra com "suas responsabilidades financeiras" para o programa de substituição, segundo ela. Peter Weber, porta-voz da Matsushita na Europa, afirmou que os termos financeiros estão sendo negociados entre ambas as companhias.++++O recall poderia ser caro se todos os 46 milhões de clientes decidissem trocar suas baterias. Em tais casos, contudo, apenas uma pequena proporção de clientes se incomoda em retornar seus produtos, afirmou Devlin.

"Não vejo isto como tendo grande efeito para a Nokia, só porquê parece ser um problema com a bateria", afirmou. "Estão oferecendo uma substituição para baterias, então acho que a companhia está tomando os passos necessários".

É a primeira vez que a Nokia oferece um programa de substituição de componentes, afirmou Holmlund. Tais problemas em telefones ocorrem por baterias falsificadas, tornando os casos "um pouco mais irreais", afirmou Devlin.

É improvável que o problema atinja outros fabricantes de celulares já que as baterias foram desenvolvidas especialmente para a Nokia, conclui Weber. A revelação da Nokia é apenas o mais recente incidente com baterias recarregáveis de íon-lítium usadas em aparelhos eletrônicos portáteis.

No final do ano passado, fabricantes de notebooks, como Sony, Toshiba e Dell, ofereceram a substituição de 8 milhões de baterias de notebooks por defeitos de fabricação do acessório feito pela Sony que poderiam passar por curto-circuito e pegar fogo.

A companhia diz que as autoridades responsáveis vão investigar o problema. Um imagem do BL-5C está disponível aqui.

*James Niccolai é editor do IDG News Service, em Paris.

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