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Usuários do YouTube não aprovam modelo de anúncio dentro de vídeos

Usuários consideram mudar de serviço e condenam falta de criatividade da empresa, sugerindo que ela ganhe dinheiro de outra forma

Por Dan Nystedt, para o IDG Now!*

23/08/2007 às 16h57

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Usuários consideram mudar de serviço e condenam falta de criatividade da empresa, sugerindo que ela ganhe dinheiro de outra forma

O YouTube talvez tenha que repensar sua proposta de inserir anúncios dentro de seus vídeos. Muitos usuários responderam negativamente a um post no blog da empresa, que pediu opiniões sobre a decisão.

Foram 132 respostas no total e um usuário até mesmo criou um vídeo para mostrar sua insatisfação. A maioria dos posts pedia para colocar a publicidade em outro lugar ou encontrar outras formas de ganhar dinheiro.

Os novos anúncios InVideo foram anunciados pelo YouTube na quarta-feira (22/08), e ocuparão 20% da parte inferior dos vídeos. A idéia é que eles interfiram o mínimo possível nos vídeos.

Um dos usuários que responderam ao post no blog do YouTube se mostrou desapontado pela pouca criatividade. “Vocês roubaram a idéia do VideoEgg. Para onde foi a inovação?”, escreveu o usuário identificado por bdc2005.

Inclusive, um banner no site do VideoEgg diz, em negrito: “Bem-vindo, YouTube. Nós inventamos este tipo de anúncio há um ano. Estamos satisfeitos que o mercado finalmente está abraçando uma nova proposta de publicidade em vídeo.”

Alguns usuários também disseram iriam utilizar outros sites de compartilhamento de vídeos em resposta à atitude do YouTube. “Por favor, não estraguem a experiência do YouTube. Não gostaria de fazer o upload de meus vídeos em outro site, mas irei”, escreveu drivin98.

Outros não aprovaram o “intrometimento” em suas produções. “Os vídeos são feitos por nós e para nós. Eles podem sofrer interferências em seu conteúdo criativo”, escreveu o usuário EloiCasali.

Já Cenzo74 disse que a publicidade irá sujar os vídeos. “Vídeo é arte, e pintar sobre um trabalho artístico é uma atrocidade. Coloque seus anúncios em outro lugar”, escreveu.

Contudo, alguns usuários defenderam o YouTube, afirmando que a empresa gasta muito para manter todos os vídeos no ar e precisa receber por este trabalho.

Apesar da idéia ser nova e a tendência ser que as pessoas se acostumarão a ela com o tempo, o teor da maioria das respostas era negativo, e indica que a maioria dos usuários prefere utilizar outro site de compartilhamento de vídeo a ser forçado a ver estes anúncios.

*Dan Nystedt é editor do IDG News Service em Taipé

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