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Saiba quais componentes do seu notebook você pode atualizar

Usuários que desejam fazer um upgrade da memória, disco rígido ou processador devem observar compatibilidade do equipamento

Por Lygia de Luca, repórter do IDG Now!

31/08/2007 às 19h11

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Usuários que desejam fazer um upgrade da memória, disco rígido ou processador devem observar compatibilidade do equipamento

updatenote150A cada dez computadores vendidos em 2007, dois serão notebooks, segundo a Associação Brasileira da Elétrica e Eletrônica (Abinee). No primeiro semestre do ano, a venda deste equipamento cresceu 146% sobre o mesmo período de 2006.

Diferente dos desktops, estes PCs têm alguns fatores que complicam a decisão de fazer um upgrade quando o usuário sente necessidade de atualizar alguns componentes de seu equipamento.

“Uma vez que o notebook é diferente na forma como é constituído, a atenção do usuário tem que redobrar”, alerta o gerente de Produto de Mobilidade para América Latina da Intel, Marcelo Gonçalves.

De um modo geral, a possibilidade de upgrade está ligada ao chipset (grupo de chips integrados que trabalham juntos na placa-mãe) do notebook, que vai definir o que é possível atualizar ou não.

Os itens mais comuns no upgrade são a memória, o disco rígido e o processador - sendo este último o mais complicado.

Ao comprar um notebook, a primeira pergunta a ser feita é “se o fabricante vai suportar upgrades”, aconselha Gonçalves. “Em caso positivo, pergunte por quanto tempo ele permite atualizar os componentes”, completa.

O gerente acrescenta que “qualquer modificação feita no notebook vai estar diretamente ligada às condições de garantia do fabricante e às limitações de suporte do hardware.”

Também é preciso pesquisar antes da compra, para compreender quais são as limitações de upgrade para cada sistema, segundo Gonçalves.

Muitos consumidores, na opinião do especialista, acabam tendo prejuízo por comprar um notebook mais básico para economizar e atualizar posteriormente. “Comprar um equipamento mais moderno pode ser mais caro, mas o retorno do investimento é maior se observarmos em médio e longo prazo”, explica.

Além disso, o usuário pode sofrer com a falta de componentes compatíveis. Gonçalves exemplifica dizendo que, “se o consumidor decidir, depois de dois ou três anos, fazer um upgrade, o mercado pode não oferecer mais aquele tipo de memória, por exemplo.”

Mas quanto tempo “dura” um notebook? “Não podemos classificar com um ‘estraga em tal tempo’. O que o equipamento possui é uma plataforma de imagem estável, com a qual softwares e sistemas operacionais devem ser compatíveis. O tempo médio de mercado é de quatro anos.

Para esclarecer ao máximo estas questões, explicamos abaixo o que o usuário precisa saber para trocar cada componente que pode ser atualizado.++++
updatenote150Memória
Antes de mais nada, descubra quais tipos de memória são compatíveis com o chipset do notebook. Depois, pergunte qual a capacidade deste componente que o equipamento suporta.

Se sua nova memória for perfeita, o desempenho de sua máquina será bastante otimizado.

Caso contrário - ou seja, menos de 100% de compatibilidade -, pode acontecer o efeito inverso: perda de performance do notebook.

Disco rígido
É preciso checar o chipset, o tamanho físico da unidade de disco e se o barebone é compatível.

O barebone é a plataforma composta pelo sistema de ventilação, fonte de energia pré-instalada no case do sistema e a placa-mãe.

Caso o novo HD não seja totalmente compatível, ele pode, a princípio, não se encaixar no barebone. “Além disso, ele irá operar em uma velocidade diferente e travar as aplicações em uso”, explica Gonçalves.

O maior risco da incompatibilidade é a perda das informações devido a danificação em sua parte física.

Processador
Saber a compatibilidade com o chipset e a velocidade máxima suportada é o primeiro passo. Depois, verifique o formato do soquete e a temperatura que ele suporta.

O processador muitas vezes fica em locais de difícil acesso no notebook - como embaixo do teclado. Segundo o gerente, “às vezes é fácil fazer a troca, mas caso contrário, a pessoa pode não conseguir montar o equipamento de novo.”

Sem um sistema de ventilação adequado, pode ainda ocorrer um problema térmico.

“Notebooks muito pequenos usam processadores ‘ultra low voltage’, e um componente tradicional vai funcionar, mas a máquina ficará mais lenta - pois, pra compensar a térmica, ele trabalha em velocidade mais baixa pra não danificar o equipamento”, diz Gonçalves.

A opinião do executivo sobre o upgrade deste componente é de que “não vale a pena correr o risco.”

Placas Gráficas
O especialista explica as possibilidades de disposição destes componentes. “No caso da placa gráfica que chamamos de ‘discreta’, você tem duas opções: uma em que ela vem soldada na placa-mãe e outra em que há um encaixe”, expõe o especialista.

No primeiro caso, não há o que fazer. Já se a placa gráfica estiver encaixada, “você cai no mesmo problema de compatibilidade dos outros componentes.”

Placa-mãe
“Para notebooks, não há placa-mãe para vender, assim como para os desktops”, afirma Gonçalves. Cada uma tem referências específicas em relação ao barebone.

De acordo com o gerente, esta é a troca mais complicada. “O usuário dificilmente irá encontrar este componente e, se ele acha, não terá 100% de garantia de compatibilidade.”

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