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OpenXML: derrota demonstra ‘fim da supremacia’ da Microsoft, diz petista

Para deputado Paulo Teixeira (PT-SP), um dos articuladores do tema no governo, a decisão mostra que já existem padrões mais avançados do que o modelo proposto pela Microsoft

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

04/09/2007 às 16h57

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Para deputado Paulo Teixeira (PT-SP), um dos articuladores do tema no governo, a decisão mostra que já existem padrões mais avançados do que o modelo proposto pela Microsoft

O resultado desfavorável ao OpenXML na votação da International Organization for Standardization (ISO) demonstra que a Microsoft não é mais soberana no mercado de software, na avaliação do deputado Paulo Teixeira (PT-SP) e um dos articuladores do posicionamento do Brasil sobre o tema.

“O resultado demonstra o fim da supremacia da Microsoft na área de software. É uma vitória não só para o software aberto, mas também para as fontes abertas, não-proprietárias”, destaca.

Segundo o deputado, que articulou reuniões entre representantes do governo e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), responsável pelo voto na ISO, a decisão é um caminho para o crescimento do software livre.

“A decisão mostra que o padrão proposto pela Microsoft tem padrões similares e mais avançados e que ela perdeu a hegemonia em termos de inovação”, complementa.

Os defensores do ODF apontam que entre os pontos fracos do OpenXML está especialmente a extensão da norma. Enquanto o primeiro tem sua descrição em 738 páginas, por exemplo, o segundo tem o texto redigido em cerca de 6 mil, o que dificulta o trabalho de desenvolvedores.

Outro aspecto levantado aponta que não existe necessidade de outra definição referente aos formatos dos documentos, já que o ODF foi reconhecido pela ISO como padrão ainda em 2006. A aprovação do padrão ODF aconteceu em março do ano passado, enquanto a publicação da norma – ISO/IEC 26300 – aconteceu em novembro.

“A Microsoft tem defendido o lema do: ‘quanto mais padrão melhor’, mas a história não tem mostrado isso. Quem tem dois padrões, não tem padrão nenhum”, comenta Jomar Silva, presidente da ODF Alliance Brasil.

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O executivo defende que quanto mais padrões existirem para um determinado tema, maior é o investimento desnecessário. “Costumo comparar com o padrão de energia elétrica no Brasil, o 110V e o 220V. Imagina que você more em um lugar onde só utilize o 110V e sempre que comprar eletrodoméstico vai pagar também por um conversor de voltagem. Na prática isso mostra que não são poucos os casos de consumidores que compraram um equipamento junto com seu eletrodoméstico e não usaram. É o mesmo caso de ter vários padrões nos documentos”, ressalta.

Apenas dois dos 12 países que integram o conselho de gerenciamento técnico da International Organization for Standardization (ISO) votaram a favor do padrão OpenXML na reunião realizada no último domingo (02/09). As nações em questão foram Estados Unidos e Alemanha.

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