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Usuários de cópias ilegais do Windows podem ser punidos com ‘tela preta’

Microsoft negou que tenha acionado a medida antipirataria nesta semana, mas confirma que ela está sendo preparada para o futuro

Por Computerworld Austrália

12/09/2007 às 18h26

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Microsoft negou que tenha acionado a medida antipirataria nesta semana, mas confirma que ela está sendo preparada para o futuro

A Microsoft negou que tenha acionado uma medida antipirataria no Windows Vista que resultaria em uma “tela preta” para cópias não-licenciadas OEM - distribuídas pelos fabricantes de equipamentos - do sistema operacional, mas a gigante do software não descarta adotar o recurso no futuro.

De acordo com um e-mail de um parceiro OEM da Microsoft que vazou para a imprensa, a severa restrição antipirataria, conhecida internamente como “funcionalidade reduzida”, seria habilitada essa semana, deixando as cópias pirata sem menu, barra de tarefas, área de trabalho e com apenas uma hora de navegação na internet até que a tela ficasse preta.

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Respondendo a uma reportagem do Computerworld, um porta-voz da Microsoft disse que a informação repassada era imprecisa e que a Microsoft não implementou a atualização que habilitaria o modo de funcionalidade reduzida em cópias não-validadas do Windows nesta semana.

No entanto, o porta-voz indicou que a medida antipirataria está sendo preparada na forma de uma atualização do Windows Genuine Advantage (WGA). “Um anúncio sobre o prazo para esta atualização será feito oportunamente”, disse ele.

Segundo a Microsoft, a nova “Plataforma de Proteção de Software” embutida no Windows Vista detecta versões pirata e desabilita “recursos avançados valiosos’.

O mecanismo não é novo, afinal a redução de funcionalidade já faz parte do processo de ativação do Windows XP tanto nas versões OEM quanto para varejo.

“Assim como no Windows XP, depois da instalação e de um período de 30 dias, a ativação do produto será exigida para o Windows Vista", disse o porta-voz.. “Se um sistema falhar na ativação, ele entra em modo de funcionalidade reduzida”.

Portanto, os piratas do software estão salvos da tela preta, mas só até a chegada do WGA ao Windows Vista.

O porta-voz disse que, todos os anos, a Microsoft e seus parceiros perdem bilhões de dólares com a pirataria de software, e que a empresa está comprometida com a proteção dos consumidores da “fraude e do abuso”.

Rodney Gedda, editor do Computerworld, em Sidney

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