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Tempo gasto em site pessoais no trabalho quase triplica em 3 anos

Brasileiros navegam 5,9 horas semanais em sites pessoais no trabalho, 13,4% do expediente, segundo pesquisa da Websense

Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!

13/09/2007 às 19h23

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Brasileiros navegam 5,9 horas semanais em sites pessoais no trabalho, 13,4% do expediente, segundo pesquisa da Websense

Segundo o estudo, brasileiros gastaram, em média, 5,9 horas em endereços pessoais durante a jornada semanal de trabalho, o que praticamente triplica as 2,1 horas registradas em 2005.

Ao considerar a carga semanal de horas adquiridas pela Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), os funcionários perdem, em média, 13,4% do expediente em sites sem relação com o trabalho.

O estudo foi conduzido com 400 empresas com, no mínimo, 250 funcionários no Brasil, Chile, Colômbia e México, sendo que foram entrevistados 50% funcionários e 50% gerentes de TI.

O México é o país cujos funcionários passam mais tempo navegando na internet sem relação com o trabalho (9,6 horas por semana). O Brasil é o segundo, ficando à frente do Chile, com 5 horas

O estudo aponta ainda que 97% dos funcionários entrevistados admitem navegar em sites pessoais. Entre as categorias mais populares, a Websense destaca a liderança dos serviços bancários, com 76%, que ultrapassaram serviços de notícia, que têm 40% de tráfego.

Serviços de e-mail aparecem na terceira posição, sendo destinatário de 32% dos funcionários, enquanto duas categorias novas, referentes ao acesso a blogs e ao uso do software de VoIP Skype, empataram na quarta posição, com participação de 14% cada.

Risco online
O Web@Work apontou ainda que, por mais que lidere entre os funcionários que mais enviam arquivos corporativos para e-mails pessoais (média de 44%), o Brasil é o país com menos comportamento de risco da região.

Segundo o estudo, apenas 2% dos funcionários brasileiros acessam, de propósito ou não, sites com conteúdo pornográfico no expediente, enquanto a média mexicana é seis vezes maior (12%).

O Brasil aparece na frente também entre funcionários que enviam dados corporativos, com apenas 8% deles assumindo a falha, enquanto o índice do México atinge 26%.

O suposto cuidado de gerentes de TI brasileiros se traduz também no alto índice de temor de demissão pelo acesso indevido a conteúdo pornográfico ou vazamento de informações sigilosas. Entre os executivos brasileiros, 56% afirmaram que serão demitidos caso acessem conteúdo adulto, maior índice da região.

No sentido contrário, apenas 44% dos funcionários brasileiros têm a mesma convicção, no menor índice registrado pela Websense entre os quatro países pesquisados.

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