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Vivo decide disputar mercado de banda larga móvel com rede CDMA

Operadora lança serviço de alta velocidade para PC e notebook, que ainda não cobre Minas Gerais e seis estados do Nordeste

Por Taís Fuoco, editora do Computerworld

21/09/2007 às 11h50

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Operadora lança serviço de alta velocidade para PC e notebook, que ainda não cobre Minas Gerais e seis estados do Nordeste

A Vivo decidiu seguir o que parece ser uma tendência entre as operadoras de celular: prover serviços de internet móvel a regiões não cobertas hoje por outras tecnologias, como ADSL e cabo.

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A maior operadora do País em número de assinantes anunciou ontem (20/09) na região Centro-Oeste, a oferta do serviço Vivo Flash, que inclui a venda de um modem portátil que se conecta ao PC ou ao notebook pela porta USB, e a conexão em banda larga a cerca de 1,9 mil cidades.

A companhia utiliza, para o serviço, sua rede CDMA, que hoje ainda não cobre Minas Gerais e seis estados do Nordeste, de Alagoas a Piauí. A Vivo anunciou a compra da Telemig para completar a cobertura em Minas Gerais, mas esta opera no padrão GSM e o negócio ainda não foi aprovado pela Anatel.

De qualquer forma, a Vivo entregou propostas para o leilão de freqüências realizado pela Anatel esta semana, quando terá a chance de levar o CDMA às demais regiões. As propostas serão abertas pela agência no dia 25 de setembro.

A própria Telemig anunciou que lançará serviços de transmissão de dados a partir de uma rede de terceira geração em áreas de sua cobertura liberadas pelos assinantes do antigo TDMA. A estréia está prevista para o Natal deste ano.

Já a TIM lançou o TIM Web, onde o usuário escolhe entre três pacotes de dados, a partir de 9,90 reais mensais e 40 MB, enquanto o dispositivo de conexão (placa PCMCIA para notebook ou modem para desktop) sai por 389 reais.

Segundo a Vivo, o novo serviço é voltado principalmente ao mercado residencial, mas empresas de pequeno e médio portes como escolas, lan houses e cyber cafés também são clientes em potencial.

“Um produto como o Vivo Flash revoluciona o mercado ao contribuir para o acesso de pessoas que vivem em regiões onde a internet em banda larga cabeada ainda não está presente”, diz Sérgio Assenço, vice-presidente de regulamentação da Vivo, no comunicado publicado no site da companhia.

Com mensalidades a partir de 39,90 reais, o serviço oferece velocidades médias de 300 a 800 kbps nas áreas em que a Vivo já implantou o padrão EVDO do CDMA. Nas demais regiões, a taxa média de conexão fica entre 70 e 100 kbps.

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